Mansplaining e Manterrupting: você conhece esses termos?

homem e mulher conversando em um ambiente profissional.

A constante busca por igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho e o espaço que o feminismo vem ganhando na sociedade nos ajudam a perceber atos sexistas e machistas em práticas comuns. Os termos “mansplaining” e “manterrupting” surgiram para dar nome e conscientizar as pessoas sobre ações, muitas vezes inconscientes, extremamente comuns entre homens, principalmente os que se encontram em posições de liderança. Mas você sabe o que eles significam?

Mansplaining

O mansplaining acontece toda vez que um homem explica um assunto para uma mulher acreditando que ela não sabe ou não entende o que ele está falando, simplesmente por ser uma mulher. É uma explicação desnecessária, geralmente de um assunto óbvio ou que já é de conhecimento dela.

Essa atitude coloca a mulher numa posição de inferioridade intelectual, mesmo em assuntos que ela domina. Essas explicações normalmente surgem de maneira bem “didática”, acompanhadas de frases como “você entendeu o que eu disse?” ou “você não está entendendo”.

Manterrupting

O termo “manterrupting” foi citado pela primeira vez em 2015, em um artigo publicado no jornal New York Times de autoria de Sheryl Sandberg, chefe de operações do Facebook, e Adam Grant, professor da Universidade da Pensilvânia. É usado para designar interrupções desnecessárias feitas por um homem durante a fala de uma mulher, impedindo que ela conclua sua linha de raciocínio.

Durante as eleições norte-americanas de 2016, o manterrupting ficou visível durante os debates dos candidatos Donald Trump e Hilary Clinton. No primeiro encontro, um levantamento realizado pelo Quartz contabilizou 51 interrupções de Trump a Hilary, contra apenas 17 ao contrário. O VOX mostrou que, nos primeiros 26 minutos de debate, foram 25 interrupções desnecessárias a candidata.

Além de ser uma tremenda falta de educação, esse comportamento demonstra que, para quem está interrompendo, a opinião masculina tem mais credibilidade do que a feminina.

As duas práticas são extremamente comuns no ambiente de trabalho, principalmente em lugares em que muitos homens e poucas mulheres ocupam posições de liderança. Uma sugestão é que, toda vez que uma mulher perceber uma ação de manterrupting ou mansplaining, explique ao homem sobre o que ele está fazendo, dizendo que ainda não havia concluído sua fala, ou que não é preciso explicar o assunto que é de seu conhecimento.

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O espaço das mulheres em profissões tipicamente masculinas

mulher negra sentada, usando um notebook.

As mulheres ainda são minoria no mercado de trabalho brasileiro: mesmo representando 52,3% da população em idade ativa, apenas 43,3% integram esse espaço. Menos mulheres trabalhando reflete falhas nas políticas de inclusão e reforça a cultura machista em que vivemos. Muitos ambientes de trabalho ainda são dominados por homens, tornando o local de difícil acesso para mulheres.

O número de mulheres com carteira assinada também é menor do que o dos homens, sendo 71% e 76%, respectivamente. Isso mostra que, mesmo inseridas no mercado, as mulheres ainda são maioria em situações precárias e de informalidade, recebendo, consequentemente, menores salários.

Apesar disso, algumas profissões, antes majoritariamente masculinas, vêm conquistando cada vez mais adeptas. A constatação pode ser feita tanto na academia quanto no mercado de trabalho. Conheça alguns casos:

Aeronáutica

mulher da aeronáutica fazendo continência à bandeira.

O espaço das Forças Armadas sempre foi ocupado por homens, com a presença raríssima de poucas mulheres. A primeira mulher a ingressar no exército brasileiro foi Maria Quitéria de Jesus, em 1823, durante as lutas pela independência. Porém, somente em 1943 as mulheres foram oficialmente autorizadas a participar.  Durante a Segunda Guerra, mais de 140 mulheres foram enviadas aos Estados Unidos nas condições de enfermeiras e especialistas em transporte aéreo.

A Aeronáutica é uma das Forças Armadas com mais mulheres, apesar de que tiveram sua entrada liberada apenas a partir de 1986. Em 2018, eram mais de 11 mil combatentes em todo território nacional. Embora seja grande o contingente feminino, a primeira turma de aviadoras foi criada apenas em 2003.

Engenharia

uma mulher de capacete amarelo e um homem de capacete branco conversando e analisando um projeto.

 A engenharia sempre foi um ambiente predominantemente masculino, começando na academia e chegando aos locais de trabalho. Em alguns ramos, como a engenharia civil, as mulheres conquistaram um pouco mais o seu espaço: em 2015, 30%   dos alunos do curso no país eram mulheres.

De acordo com o CREA, o registro de mulheres na engenharia aumentou 333% até 2014. Mesmo assim, isso equivale a menos de 30% do total de profissionais. Em 2017, por exemplo, foram registrados aproximadamente 15 mil engenheiros e apenas 5.842 engenheiras.

Advocacia

mulher negra lendo. Em destaque, o símbolo da justiça.

As mulheres ainda são minoria no direito, mas esse cenário está passando por mudanças significativas. Segundo estimativa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), até 2020 existirão mais advogadas do que advogados. No ano passado, dados da OAB mostraram que 48% dos profissionais eram mulheres.

A área do direito também é uma das que mais oferece incentivos às profissionais: desde 2016, existe o Plano Nacional de Valorização da Mulher Advogada. O documento estabelece descontos na anuidade para elas e até a isenção total no ano em que se tornam mães.

Mecânica automotiva

mulher em uma oficina mecânica mexendo em um carro.

Apesar das oficinas mecânicas ainda serem redutos quase que exclusivamente masculinos, muitas mulheres estão tomando a iniciativa para mudar esse cenário. A procura feminina por cursos de capacitação nessa área aumentou de 1,2% em 2009 para 7,5% em 2015. Os números ainda são baixos, porém, já podem ser considerados como sinais de mudança.

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Os desafios das mulheres na liderança

mulher segurando uma caneca escrito "like a boss". Em português: "como uma chefe".

As mulheres já representam quase 50% do mercado de trabalho mundial, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entretanto, ainda são poucas mulheres na liderança, principalmente em países emergentes. As mudanças estão surgindo gradativamente. Segundo uma pesquisa da Grant Thornton, no Brasil, apenas 29% das companhias possuem mulheres em algum posto de chefia, ultrapassando a média global de 24%.

Além da baixa representatividade, um estudo publicado pela Harvard Business Review mostra que, quando em posições de liderança, as mulheres tendem a enfrentar desafios que não englobam somente suas capacidades profissionais, mas também questões de personalidade e caráter. A análise revela ainda que, uma vez nessa posição, a mulher precisa lidar com expectativas culturais e comportamentais que a sociedade tem em relação ao comportamento feminino, como ser afetuosa, delicada e demonstrar empatia. As mesmas qualidades não são esperadas de um chefe homem, por exemplo, pois dele, tradicionalmente, se espera apenas força e competência.

Muitas vezes, as expectativas em relação ao comportamento de uma líder não são compatíveis ao cargo ou ao trabalho que realiza, podendo atrapalhar seu desempenho profissional. A grande dificuldade, de acordo com a publicação, é encontrar um meio termo entre a competência profissional e a credibilidade necessária para o posto.

A pesquisa incluiu uma entrevista com 64 mulheres na liderança de 51 países diferentes, a fim de descobrir quais são e como elas lidam com os principais desafios desta posição. Confira alguns pontos discutidos:

Demandar e se importar ao mesmo tempo


As executivas entrevistadas relataram que, ao mesmo tempo em que precisam demandar comportamentos de alta performance da equipe, precisam demonstrar que se importam com os colaboradores. Em alguns casos, líderes que se mostraram mais objetivas e incisivas com a equipe receberam feedbacks negativos. Uma das entrevistadas conta que, ao comandar um projeto muito importante que necessitava de grandes resultados, foi considerada “intimidadora”.


Credibilidade e arrogância


As entrevistas mostram que a linha entre credibilidade e arrogância é extremamente tênue nos casos de líderes mulheres. Para liderar e ganhar credibilidade da equipe, elas tendem a incorporar alguns comportamentos tidos como tipicamente masculinos: falar mais alto, mais objetivamente e de forma mais incisiva. Por outro lado, ao tentar mostrar autoridade, podem ser vistas como arrogantes.


Lidar com o objetivo dos outros


Ao comandar e ser responsável por uma equipe, as mulheres, segundo o estudo, acabam sendo vistas como muito “agressivas” ou “fáceis de manipular”, dependendo do jeito que lidam com a situação. Ao se mostrarem mais objetivas e incisivas, podem passar a impressão de que não se importam com os outros. Porém, caso se importem demais, são vistas como manipuláveis e fáceis de tirar vantagem.
O estudo da Universidade de Harvard sugere alguns meios de contornar as situações, como construir relações de confiança com a equipe e saber separar o profissional do pessoal, exigindo excelência e qualidade no trabalho, e não do colaborador em si. Entretanto, defende que mudanças mais significativas só podem surgir com o tempo e conforme outras gerações integrem o mercado de trabalho. Enquanto isso, líderes e colaboradoras precisam aprender a lidar com a pressão não somente profissional, mas também das expectativas comportamentais dentro do ambiente de trabalho.

Mulheres na liderança

A Caliper tem o orgulho de ser formada, em sua maioria, por mulheres competentes e talentosas. Uma pesquisa realizada pela sede da empresa em Princeton, nos Estados Unidos, mostrou que as mulheres líderes são mais assertivas e persuasivas, tendo uma necessidade mais forte de executar ações, além de estarem mais dispostas a assumir riscos do que os líderes masculinos. Também foram consideradas mais empáticas e flexíveis, bem como mais habilidosas na comunicação interpessoal. O estudo foi realizado com 59 mulheres de grandes empresas nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Apesar das características apresentadas no estudo, as mulheres ainda enfrentam dificuldades para atingir cargos de liderança, principalmente quando estão concorrendo com homens. Alessandra dos Santos Moura, diretora de desenvolvimento organizacional da Caliper Brasil, afirma que a preferência por líderes masculinos ainda é uma realidade no mercado.

“Para chegar em uma posição em que possam concorrer com os homens, as mulheres precisam estar bem melhor qualificadas. Infelizmente, vemos isso no mercado, em processos de seleção e nas consultorias que realizamos, ainda existe muito a preferência pelo homem no mercado. E quando vemos mulheres que se destacam, o que observamos em seus currículos é que elas têm muito mais tempo de sala de aula, de estudo e qualificação para conseguirem se destacar no mercado e serem selecionadas para ocupar uma posição que também está sendo disputada por um homem”, afirma a diretora.

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Medo de errar no feedback? Confira 7 passos para comunicá-lo de forma assertiva

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Ao assumir uma posição de liderança ou a gestão de um projeto na empresa é preciso ter em mente que o feedback será mais do que uma atividade pontual: ele precisa ser uma cultura instaurada de forma sólida.

Essa palavra tem fama de causar mal-estar e ativa os principais gatilhos de tensão para quem vai aplicá-lo. Até mesmo no dia a dia, fora do ambiente corporativo, é comum encontrarmos dificuldade em dialogar diretamente com as pessoas sobre as nossas leituras em relação às suas ações de maneira honesta e construtiva.

O que pouca gente sabe é que existem meios de tornar o momento do feedback menos estressante. Afinal, como o objetivo dessa conversa é repassar pontos a serem melhorados ou para incentivar comportamentos que têm gerado resultado, devemos encará-lo como uma oportunidade de aprimoramento individual e coletivo.

Se bem aplicado, esse diálogo resulta em um colaborador que enxerga um líder que trabalha na perspectiva do incentivo ao crescimento e não apenas na cobrança de resultados. Ficou claro o poder transformador de um bom feedback na sua empresa? Leia os passos a seguir e comece, hoje mesmo, a planejar feedbacks assertivos.

7 passos para um feedback assertivo

Passo 1 – Preparação

Um bom planejamento faz parte de um feedback assertivo. Isso porque, quando buscamos despertar melhor alinhamento aos processos que geram resultados, precisamos ser objetivos para que não haja distrações ou interpretações equivocadas.

O ponto de partida está nas respostas das seguintes perguntas:
Quais comportamentos/atitudes precisam ser realinhados? Seja objetivo, feedback bem aplicado é feedback sem rodeios. Tenha esses pontos como o verdadeiro norte.
A empresa possui meios de ajudá-lo a melhorar? Cursos, workshops e dicas de leituras podem otimizar os resultados desejados com o feedback. Seja criativo!
Existe algum ponto na sua experiência pessoal que pode ajudá-lo? Compartilhe desafios parecidos em algum estágio do seu desenvolvimento profissional. Isso pode aproximá-lo do seu interlocutor.

A partir dessas respostas, roteirize o feedback. Tenha uma apresentação ou documento que apresente o roteiro da conversa. Adiante, no passo 4, vamos falar especificamente da importância desse roteiro.

Passo 2 – Linguagem: um exercício de empatia

Demonstrar que você entende o lugar do seu colaborador é o primeiro passo para quebrar a resistência que muitos têm em relação às críticas, mesmo as construtivas.

A dica em relação à linguagem é saber ouvir. A escuta ativa é importante para produzir a abertura para a realidade do outro.

Já no que diz respeito à sua fala, exercite frases em primeira pessoa, como: “Eu fiquei preocupado com o atraso na entrega” ou “Eu preciso entender o que aconteceu com os dados”. Frases assim diminuem o sentimento de culpa no seu interlocutor, fazendo-o perceber que você se envolve, a um nível pessoal, com os resultados propostos. Evite falar “Você me incomodou com o atraso” ou “Você precisa me explicar o que aconteceu com os dados”.

Passo 3 – Sem climão. Hora do Rapport!

Você sabe o que é Rapport? Se ainda não conhece este conceito, ele precisa ser incorporado no seu processo de feedback.

O Rapport é uma técnica da Programação Neurolinguística muito utilizada nas vendas. A ideia é gerar confiança em um diálogo por meio de algumas técnicas.

Experimente reproduzir qualquer parte do comportamento do seu interlocutor ajustando o seu comportamento verbal e não verbal. Use as mesmas palavras, faça os mesmos movimentos faciais ou de mãos durante a conversa. Tom de voz, volume e ritmo da fala também podem ser incorporados à sua fala.

Essa técnica exige prática para atingir um nível inconsciente. A ideia é parecer e soar natural. Ao se enxergar em você, seu interlocutor fica mais disposto a receber suas mensagens com maior abertura. Amplia-se a reciprocidade na comunicação!

Passo 4 – Apresente o roteiro da conversa

Lembra do roteiro realizado a partir das 3 perguntas propostas no Passo 1? Pois o feedback deve começar justamente por ele. Ao apresentar, logo de início, todos os pontos que serão tratados na conversa, você diminui o nervosismo do seu colaborador.

Especialistas em oratória dizem que apresentar quantos minutos uma fala pública irá durar é uma maneira eficiente de prender a atenção inconsciente do seu interlocutor. No caso do feedback, toda estratégia para conquistar a atenção do colaborador é bem-vinda. Então apresente o roteiro e o tempo-limite para o feedback. Isso aumenta as chances de um colaborador mais tranquilo e mais atento!

Passo 5 – Comece pelos pontos fortes

Não vamos ficar muito tempo neste passo. Mas lembre-se de ressaltar os traços de personalidade que fizeram o seu colaborador ser contratado pela empresa, destacando suas potencialidades para a equipe ou para projetos específicos.

Passo 6 – Pontos de aprimoramento

Foque no comportamento, não na pessoa. O seu colaborador não pode sentir que aquele feedback tem um ponto de partida pessoal, mas sim profissional e objetivo.

Por isso, use os valores da empresa como parâmetro para mostrar que o comportamento que precisa ser aprimorado não está alinhado aos objetivos da empresa ou do projeto em questão. A partir disso, apresente os pontos que precisam ser melhorados.

Lembre-se: você não identificou que ele é lento. Você identificou que a entrega do relatório X ou dos dados Y passaram do prazo estipulado. Seja específico!

Passo 7 – Plano de Ação e acompanhamento

Por último, apresente soluções. Está lembrado dos cursos, workshops, conteúdos online ou leituras que fizeram parte do planejamento? Essa é a hora de usá-los a favor do seu colaborador.

Apresente sua proposta de plano de ação, mas também peça sugestões. Faça seu interlocutor se sentir parte da solução para esses comportamentos que precisam ser realinhados.

Dentro do plano de ação, inclua o acompanhamento das propostas. Mostre que o feedback dado é parte de um movimento necessário ao desenvolvimento pessoal do seu colaborador e da sua empresa.

Esse acompanhamento demonstra que você se importa com essa evolução. Acompanhamento e reforços positivos devem ser aplicados sistematicamente a partir do feedback.

Soluções Caliper

Se você chegou até o fim do conteúdo, é porque se importa com a qualidade do seu desenvolvimento profissional. A Caliper oferece diferentes tipos de treinamentos focados em performance em vendas, oratória e liderança.

Queremos que as empresas atinjam seus melhores resultados, para isso oferecemos programas de desenvolvimento de talentos com diagnóstico feito por meio de ferramentas como avaliação de potencial – perfil comportamental – e desempenho, entrevistas com dirigentes, grupos focais, entre outros.

Confira nossos treinamentos e entre em contato pelo telefone (41) 3075-3400  ou pelo e-mail caliper@caliper.com.br.

Esgotamento físico e emocional no trabalho? Você pode estar com a Síndrome de Burnout

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Sente que a cobrança de evoluir profissionalmente tem se tornado um peso emocional para você? Então vamos falar um pouco sobre o que é a Síndrome de Burnout, como identificá-la e, principalmente, qual o tratamento adequado.

Imagine uma propaganda, pessoas jovens e bem-sucedidas, conquistando novos espaços e tudo isso sendo representado em alto poder aquisitivo e qualidade de vida invejável. Não é preciso muito esforço para lembrar o quão bombardeados com essas imagens e referências de sucesso nós somos a todo momento.

Você precisa, o tempo inteiro, ser melhor do que você já é. Esse ideal vem afetando o mercado de trabalho, gerando trabalhadores cada vez mais frustrados com os seus desempenhos e conquistas profissionais. Não é comum estarmos em uma roda de amigos que compartilham os estresses da vida profissional?

Nem toda pessoa estressada por conta das pressões do dia a dia tem, necessariamente, a síndrome. Mas, neste cenário, a Síndrome de Burnout, que é conhecida como a síndrome do esgotamento profissional, tem se tornado cada vez mais comum.

De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema.

Essa síndrome se manifesta com o esgotamento emocional, a diminuição da realização pessoal no trabalho e a despersonalização do profissional. Reconhece alguns desses sintomas em você ou em algum colega de trabalho?

A máxima “O céu é o limite” acaba colocando os profissionais em um ciclo vicioso de ambição não saudável e aumenta os efeitos das pressões inerentes ao ambiente de trabalho.

A Síndrome de Burnout pode ser entendida a partir dessa máxima: quando você encontra o seu limite, físico e psicológico, várias cobranças começam a se desdobrar em sua mente. Isso nos faz sentir aquém do que o mundo nos exige.

Engana-se, no entanto, quem acha que basta tirar férias ou adotar hábitos saudáveis nos momentos de lazer para diminuir os efeitos dessa doença, embora sejam duas atividades bem-vindas às pessoas diagnosticadas com a doença.

Mas estamos falando de uma síndrome que precisa ser acompanhada de perto por psicólogos e psiquiatras — mesmo porque os sintomas são preocupantes.

Sintomas da Síndrome de Burnout

Para identificar um quadro de Síndrome de Burnout, os profissionais da saúde analisam alguns sintomas específicos. Confira agora os principais sintomas que indicam o desenvolvimento da Síndrome de Burnout:

  1. Sintomas físicos

Cansaço constante e progressivo, dores musculares, dores de cabeça e enxaqueca, alterações gastrointestinais, insônia, infecções repetidas por baixa imunidade, palpitação e pressão arterial alta, prejuízo à qualidade da vida sexual e outros.

2. Sintomas mentais

Dificuldade de resolver problemas com rapidez, sentimento de solidão e impotência, prejuízo da memória recente, diminuição da atenção e da concentração, irritabilidade, labilidade emocional (choro fácil e variação de humor repentina), perda de interesse pelo trabalho.

Como você pode ver, são sintomas sérios e que afetam a qualidade de vida em todos os âmbitos.

Podemos falar em grupo de risco?

Os profissionais de serviços, saúde, cuidadores, médicos veterinários, jornalistas, advogados, bombeiros, policiais e bancários são os profissionais mais suscetíveis a desenvolver a Síndrome de Burnout.

Mas essa doença pode atingir qualquer profissão, especialmente quando o trabalho exige grande esforço e dedicação, fazendo com que o trabalhador tenha uma autocrítica negativa e passe horas do seu dia voltado para seu serviço.

Tratamento: por onde começar?

É preciso que fique claro: médicos psiquiatras são os especialistas responsáveis por diagnosticar a doença e orientar para o tratamento mais adequado.

A Caliper tem algumas dicas que podem ser adotadas agora:

  1. Procure ajuda profissional

Não há como fugir disso. Uma séria condição emocional que se desenvolve ao ponto de se tornar uma síndrome precisa ser acompanhada por um profissional da Psicologia ou da Psiquiatria.

O tratamento é à base de antidepressivos e psicoterapia.

2. Pare e reavalie seu estilo de vida

Não adianta ter completa dedicação ao trabalho se isso causar problemas graves às suas condições físicas e emocionais. A melhor dica é criar uma rotina saudável, incluindo uma boa dieta, exercícios físicos e momentos de lazer.

Pare, respire fundo, respeite o seu tempo de assimilar as coisas e reveja suas prioridades. Como estão os outros âmbitos da sua vida e o que você pode fazer hoje para melhorar sua relação com todos eles?

Momentos de lazer e conquistas pessoais também são capazes de reconfigurar sua relação com o trabalho.

3. Desconecte-se!

Esta dica começa no gerenciamento do seu tempo. A ideia é cumprir com suas obrigações, sem causar danos à saúde ou à qualidade dos seus momentos de lazer.

A partir de atividades com gerenciamento de tempo adequado, o seu trabalho fica no trabalho e sua cabeça fica mais tranquila e focada em seus outros interesses.

A carreira é algo importante e devemos sempre estar atentos às oportunidades de nos aprimorarmos e de conquistarmos nossos objetivos profissionais. No entanto, levar uma vida mais saudável fará com que você siga um caminho mais promissor. O seu desenvolvimento pessoal tem tudo a ver com a sua saúde física e mental.

Por isso, um Programa de Coaching pode estabelecer o foco necessário e remover bloqueios pessoais para melhorar seu potencial e desempenho. Dessa forma, você consegue colocar em prática os seus sonhos e, por consequência, ser mais feliz.

O Programa de Coaching da Caliper pode te ajudar. Clique aqui e entenda como funciona.

Você é um bom líder? Confira 6 habilidades essenciais

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Alcançar a posição de líder no ambiente de trabalho é o objetivo central da carreira de muitas pessoas. Geralmente, cargos de liderança representam experiência, conhecimento técnico avançado e capacidade de gestão. Mas afinal, essas três habilidades resumem de fato um bom líder?

A resposta é negativa. Na verdade, elas descrevem melhor um gestor. Um cargo de chefia diz muito pouco sobre a legítima capacidade de liderança de alguém. Afinal, ser chefe não significa ser líder.

A composição das habilidades essenciais para uma liderança de destaque está mais ligada às características psicológicas e comportamentais e à desenvoltura de comunicação. Por se tratarem de características múltiplas, é possível identificar o potencial de liderança em diferentes posições da construção hierárquica das empresas. Líderes nem sempre estão no topo.

Vamos começar pelo básico: um líder deve ser persuasivo e motivador, conquistando confiança e despertando a vontade de colaboração em cada liderado. Dessa forma é possível “liderar pelo exemplo”.

Mas alcançar esta notoriedade não é fácil e demanda aprimoramento constante de algumas características. Por isso, a Caliper traz um insight sobre quais características devem te acompanhar no desenvolvimento das suas habilidades de liderança.

Descubra abaixo as principais características que vão te destacar na empresa como um verdadeiro líder.

  1. Inspire confiança

Fundamental para motivar uma equipe. Característica também importante para ajudar todos os envolvidos a tolerar crises e gerenciar situações difíceis.

Lembre-se: confiança é uma via de mão dupla. Você é o líder e seu time espera que você se comporte como tal. Não confiar em seus liderados é o primeiro passo para falhar como líder.

2. Saiba delegar

Como falamos no primeiro item, confiar em seus liderados é também fundamental. Aproveite o potencial de cada um para a execução das tarefas. Descentralize funções e certifique-se de que existe equilíbrio entre as demandas.

3. Seja curioso

Pessoas curiosas leem nas entrelinhas e interpretam o mundo com diferentes olhares. Aguce a sua curiosidade para tudo. Neste ponto, mostrar curiosidade sobre a vida pessoal dos integrantes da equipe também é uma forma de validar o seu perfil de liderança.

“Faça bom proveito da genuína curiosidade e seus funcionários se sentirão vistos por você”, Indira Jerez, coach e colunista da Forbes.

4. Desperte segurança emocional

As pessoas precisam se sentir confortáveis emocionalmente para entregar o seu melhor.

Um líder precisa agir de forma autêntica e verdadeira, convocando seus liderados a também trazerem suas subjetividades em benefício da empresa. Para atingir melhores resultados com a sua equipe, demonstre abertura, disposição para ouvir e tolerância às imperfeições.

5. Ouça a todos com atenção

Para liderar com maestria é preciso estar atento às sensações da sua equipe e de todos os integrantes da empresa. Como seus liderados estão avaliando os processos? Como a sua equipe é vista pelos demais departamentos? Abra espaço para que te digam suas impressões em relação ao trabalho e à vida pessoal. Um bom ouvinte capta mais informações do que um orador incansável.

6. Alto nível de adaptação

Um bom líder é altamente adaptável. Essa habilidade representa um diferencial único em níveis distintos. Ser adaptável às pessoas garante fácil diálogo com diferentes perfis. Sua equipe é formada por pessoas de culturas, experiências, formações e gostos distintos.

Ser altamente adaptável também garante sucesso em outras áreas, como: aprender novas habilidades, gerir crises e a trabalhar melhor a criatividade em momentos de pressão.

Profissionais com perfil de liderança são fundamentais dentro das organizações. São pessoas com alta capacidade analítica para identificar novas soluções e para extrair o melhor dos colaboradores.

Caliper: guiando novos líderes

Quer investir no aperfeiçoamento dos líderes da sua equipe? A Caliper garante as melhores estratégias para o desenvolvimento de lideranças.

Com o treinamento Liderança – Action Learning, conduzimos o aperfeiçoamento do potencial de liderança dos participantes, com o objetivo de traçar caminhos para irem além de seus papéis funcionais.

Conheça também o Programa de Identificação de Líderes, uma ferramenta de identificação, atração e retenção de talentos, a partir do Perfil Caliper.  

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Como identificar um bom vendedor: conheça oito características essenciais

Algumas características de bom vendedor são valiosas para diversas situações da vida. O processo seletivo para contratação é uma delas: ter um perfil vendedor, nesse momento, é essencial.

O vendedor é uma pessoa que acredita no potencial de seu trabalho e de sua empresa, convertendo isso em clientes e expandindo serviços. Para obter êxito no seu trabalho, esse profissional precisa contar com diversas características. Muitas vezes, empresas buscam justamente pessoas com esses diferenciais para que ampliem a prospecção de clientes e a competitividade no mercado.

Mas em muitos momentos, frente a comportamentos comuns em entrevistas e processos seletivos, é difícil separar um candidato confiante em se vender para a empresa daqueles que tenham, de fato, as qualidades de um bom vendedor. Pensando nisso, a Caliper separou dez comportamentos e atitudes relacionadas ao bom desempenho dessa área profissional, para que talentos como esse sejam identificados sem erros.

1 – Persuasão e competitividade

Característica polêmica para muitas empresas, a competitividade realmente pode ser um atributo negativo se mal explorada. Mas é um fato que vendedores precisam gostar de ter metas agressivas, com um trabalho persuasivo a fim de conquistar aqueles realmente interessados no serviço. Assim, a melhor competição é do vendedor consigo mesmo, a fim de se aprimorar no seu trabalho de prospecção. Características como essa podem ser observadas em pessoas um pouco mais agressivas durante o processo de contratação,

questionando o candidato sobre metas e observando como este lida com seu poder de convencimento e com a comparação com concorrentes.

2 – Determinação e proatividade

Um bom vendedor sonha alto e tem persistência para atingir seus objetivos. Com proatividade, alcança suas metas e cria novas oportunidades e resultados. Vendedores de alta performance costumam ser proativos para conquistar novos clientes, criando e inventando novas estratégias e abordagens ao mesmo tempo em que mantém o foco em suas metas.

3 – Comunicação e cordialidade

Ter uma boa comunicação é essencial para qualquer vendedor. Saber utilizar a linguagem corporal, se vestir e se portar de forma adequada e ser educado e cortês com todos são alguns dos pontos essenciais na hora de conquistar os clientes. Modular sua comunicação e abordagem é algo com o qual um vendedor deve estar familiarizado, deixando seu interlocutor o mais confortável e interessado o possível. Clientes beneficiados e satisfeitos com um atendimento premium prontamente indicarão o produto ou serviço para outras pessoas, gerando mais vendas. Uma boa comunicação pode ser prontamente observada num processo seletivo, como no modo como o candidato conta suas experiências. É importante observar também se a pessoa se atém ao essencial e não fala mais do que o necessário.

4 – Traquejo e atitude

Ter presença é essencial para lidar diretamente com pessoas. Dessa forma, um bom vendedor deve ter a atitude necessária para o convencimento e prospecção, modulando sempre a boa educação com abordagens mais assertivas. Muito conectadas ao ponto anterior, essas características são fundamentais para situações em que surgem circunstâncias inesperadas no processo de venda, requerendo lidar com objeções e situações difíceis que pedem por criatividade e experiência profissional. Para esse aspecto, é interessante observar a solidez da trajetória profissional do candidato e como este se comporta em situações inesperadas, fazendo por exemplo perguntas pouco convencionais.

5 – Paciência e resiliência 

A paciência é um ponto estratégico para um bom vendedor, já que deixar as coisas acontecerem em seu tempo natural é fundamental para uma boa venda, atingindo o momento correto. Já a resiliência corresponde à capacidade de se adaptar às adversidades ao ser submetido a diferentes desafios. Para identificar esses pontos, é interessante pedir que o candidato descreva como já utilizou a paciência em seu trabalho ou pedir para que aponte um momento de crise profissional que vivenciou e como contornou isso.

6 – Metas e objetividade 

Sem saber aonde vai ou qual cliente e venda é seu foco, qualquer resultado pode servir para um vendedor. Por isso, é preciso que este profissional tenha uma visão clara de quais os seus objetivos e metas de resultado. A ausência de metas pode levar a acomodação e pouca produtividade. Se o candidato à função de vendas não é claro ao apresentar seus objetivos profissionais, provavelmente é uma pessoa com dificuldade de definir metas.

7 – Ética e honestidade

Um processo de venda deve ter seu sucesso firmado na transparência e honestidade. Seguir estes valores é a maneira ideal de alcançar bons resultados: bons vendedores são éticos e honestos, respeitam seus clientes e conquistam, assim, confiança e credibilidade na profissão. A verdade deve ser a melhor estratégia de um vendedor. Para avaliar este critério, nada melhor do que observar a coerência entre o que é dito e o que foi e é feito pela pessoa. 

8 – Interesse e autodesenvolvimento

Como em qualquer ramo profissional, um bom vendedor deve buscar instruções e a formação necessária para aquilo com o que trabalha, mantendo-se continuamente capacitado. É importante também que um vendedor ame sua área e esteja genuinamente interessado no cliente e nos seus problemas. Ter um profundo conhecimento do produto e das diferentes técnicas que podem se adequar para vendê-lo é imprescindível para o sucesso desse profissional. Para perceber esta característica de vendedor, uma estratégia possível é questionar a pessoa sobre como buscou se capacitar para concretizar vendas que considerava difíceis.

Você ou a sua equipe têm características de um bom vendedor? A Caliper conta com mais de 55 anos de experiência revelando talentos e direcionando pessoas para seu máximo potencial. Entre em contato e saiba mais sobre o Perfil Caliper: caliper@caliper.com.br | (41) 3075-3400

Mindfulness: descubra como essa técnica pode contribuir para o seu trabalho

O mindfulness pode ser uma técnica de grande ajuda para o tempo em que vivemos, oferecendo ganhos em vários aspectos da vida do praticante, como o trabalho. Mas o que é mindfulness? Esse conjunto de técnicas incorporadas por esta palavra do inglês pode ser entendido, no português, como “atenção plena”.

O conceito, derivado de benefícios comprovados de atividades como a meditação tradicional, consiste na apropriação de uma série de práticas a fim de melhorar o estado mental do praticante. Assim, a pessoa que aplica o mindfulness em sua vida tende a estar “presente no agora”, mais concentrada nas suas atividades, experiências, sentimentos e sensações do presente.

Benefícios

Obtendo clareza mental e foco no que realmente importa, aqueles que aplicam as técnicas do mindfulness estão menos propensos a realizar tarefas de modo automático. Quando nossa mente assume o comando e não estamos completamente presentes, deixamos de viver o momento e podemos perder detalhes importantes, muitas vezes cometendo erros.

Como uma forma instintiva de sobrevivência, nossa mente está sempre ocupada e trabalhando, criando vínculos e associações. Nesse processo, o mindfulness entra como uma forma de não nos reduzirmos a esses impulsos e nos dedicarmos aos reais impactos de nossas ações. Assim, uma consciência e presença maior no agora pode levar a uma maior compreensão e menos julgamentos.

Por conta disso, o mindfulness se popularizou em grandes empresas como forma de aliviar o estresse. Melhorando as capacidades mentais, a prática implica em ganho de produtividade e de empatia e compreensão nos relacionamentos. Dessa forma, o mindfulness contribui para um bem-estar psicológico geral, que pode ser obtido através de práticas simples no nosso dia a dia.

Como aplicar

Um primeiro passo para atingir esse estado mental é se centrar no momento presente, saindo do automático, se livrando de distrações e pensamentos paralelos, e entrando no mundo real. Para estar no aqui e no agora, podemos lançar mão de medidas muitos simples e concretas, sendo a principal delas o controle da respiração. Respirar lentamente, inflando o peito e diafragma e expirando de forma ainda mais lenta pela boca, costuma garantir calma e concentração.

Também é importante que prestemos atenção nos nossos sentimentos, tendo claro que não somos capazes de controlá-los, mas entendendo o papel que exercem em nossas ações. Focar no que sentimos emocionalmente e fisicamente, somando à concentração na respiração, pode ser muito mais do que uma meditação: pode representar nosso sucesso na carreira a partir de uma maior consciência daquilo que é real e relevante entre nós.

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Conheça os três elementos essenciais de um currículo, de acordo com recrutadores

Quando bem estruturado, um currículo é a chave para chamar atenção de um recrutador. Um currículo bem feito é, ao mesmo tempo, objetivo e completo, abrindo portas para entrevistas e possíveis oportunidades ao destacar competências, experiências e informações que interessam aos contratantes.

Mesmo assim, muitos currículos são feitos sem planejamento ou cuidado, sendo prontamente descartados em processos seletivos. É importante entender que um currículo bem feito demanda tempo, devendo ser direcionado para as potencialidades de cada vaga para qual se aplica, garantindo vantagem competitiva.

Para que este documento não seja apenas mais um no meio de tantos, leve em conta três qualidades fundamentais de um currículo: eficiência, simplicidade e verdade. Destacamos quais são as principais formas de obter êxito nesses três pontos, que garantirão credibilidade e confiança ao seu currículo, atingindo suas expectativas profissionais.

Estrutura: eficiência

Ao resumir todos os dados e trajetória profissional de uma pessoa, um currículo deve ser completo. No entanto, informações demais podem sem um ponto negativo. É preciso ser conciso e transmitir com eficiência questões mais centrais. Em geral, é recomendado que o documento seja de apenas uma página, atingindo no máximo duas. Os tópicos essenciais para um currículo costumam ser: dados pessoais, objetivos profissionais, formação acadêmica, experiência profissional, cursos extracurriculares e atividades complementares.

Para uma boa comunicação, pense no que será levado em conta por quem ler o currículo, analisando se suas áreas de interesse são passadas com clareza, assim como suas experiências profissionais. Além disso, é importante para o recrutador que o currículo dê dicas sobre o perfil e personalidade do candidato. Também é preciso ter máxima atenção a erros de português, concordância e gramática: deslizes como esses podem ser eliminatórios. Tenha a certeza de ter feito uma boa revisão, passando as ideias de forma correta e eficiente, sem erros.

Visual: simplicidade

Inovar no formato de um currículo pode ser tentador, mas, se o visual chama mais atenção do que o conteúdo ou desvia a atenção dele, o currículo está errado. A não ser em áreas como design e artes, em que essa é a linha de trabalho, o planejamento visual de um currículo deve ser simples e se ater ao básico. Um fundo em papel branco, espaçamento agradável e com margens fixas e o uso de no máximo duas fontes, preferencialmente tradicionais na cor preta e em tamanho legível, são diretrizes a serem, preferencialmente, seguidas.

É importante também adotar uma estrutura padronizada e funcional, prezando pela hierarquização das informações das mais para as menos importantes. É interessante iniciar seu currículo com seu nome centralizado, seguido dos seus dados básicos de contato numa fonte menor, para então, num tamanho maior, colocar seus objetivos profissionais, dando continuidade com as experiências acadêmicas e profissionais. Usar o negrito pode ser uma boa estratégia para destacar tópicos e informações. Já na hora de finalizar o documento, é essencial exportá-lo no formato PDF, garantindo um aspecto mais profissional na entrega.

Experiência: verdade

Um currículo é entendido como um resumo da trajetória profissional de um candidato, e deve destacar atributos específicos para a vaga desejada, contendo informações que mostrem que o candidato entende da área e função que irá exercer.

A permanência média do candidato nas vagas que ocupou, o intervalo entre seus empregos, seus esforços para obter qualificação e se manter atualizado, a coerência de sua jornada e sua ascensão ou não: são estes os principais fatores a serem analisados por um recrutador ao observar experiências profissionais num currículo. Por isso, é importante redigir esse campo com objetividade e transparência, sendo conciso e não exagerando nas funções ocupadas e habilidades profissionais.

É importante evitar incluir qualidades, como “proatividade”, “capacidade de trabalhar em equipe” ou “esforçado e empenhado”. Estes aspectos já são esperados pelos recrutadores, sendo mais interessante, assim, evidenciar essas habilidades na descrição das atividades realizadas. Se você contribuiu para o crescimento de uma empresa, setor ou atividades com o qual se envolveu, destacar dados e resultados pode ser uma boa estratégia.

Não se esqueça de apresentar as funções ocupadas da mais recente à mais antiga. Se estiver na mesma função há vários anos, destaque o fato descrevendo com mais detalhes como você cresceu no cargo. Seja exato e não omita fatos como o período passado em cada cargo ou empresa. Demais questões podem surgir naturalmente na etapa de entrevistas, sendo importante ficar atento e ter em mente respostas claras para possíveis inconsistências ou demais questionamentos.

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O que é inteligência emocional e como ela influencia na minha carreira?

A cada dia, o termo inteligência emocional vem sendo mais usado no mundo corporativo, quando se trata do gerenciamento de carreiras. Mas, muitas vezes, seu uso pode ocorrer de forma equivocada e genérica. Indo muito além do que sentimos, emoções são dispositivos do nosso cérebro que, se relacionando com todo o nosso corpo, nos movem rumo às ações.

Sendo assim, num primeiro nível, a inteligência emocional nada mais é do que a compreensão de como as emoções ocorrem dentro de nós e dentro das pessoas que nos cercam. Mas esse conceito vai além dessa concepção geral: a partir desse processo, a inteligência emocional envolve a seleção das melhores formas de se agir considerando esse autoconhecimento e o contexto.

Portanto, é essencial destacar que a inteligência emocional não significa nem se resume em controlar o surgimento das emoções: isso, ao menos de forma direta, é impossível. Devemos ser realistas, percebendo o que está ao nosso alcance para a melhoria na vida pessoal e no trabalho. Assim, a chave para a inteligência emocional se encontra na compreensão dos sentimentos para, a partir daí, escolher racionalmente as melhores formas de se agir.

Papel na carreira

Entender se uma pessoa é tecnicamente capacitada para um cargo já não é mais o suficiente. Setores de RH são os que mais demandam por inteligência emocional, seja com a sua adoção em processos seletivos para a contratação, seja para decidir por promoções. Hoje, saber se uma pessoa sabe se relacionar bem com outros indivíduos já faz parte da equação decisória do profissional do RH atualizado.

Para o funcionário, colaborador ou gestor de uma empresa, conhecer suas próprias emoções e a das pessoas com quem lida garantirá empatia, automotivação, ganho nos relacionamentos interpessoais e adoção de melhores ações. Entendendo que as pessoas podem ter diferentes níveis de inteligência emocional e diferentes perfis emocionais, é possível modular seu estilo de gestão a partir do que funciona melhor.

Um gestor, por exemplo, deve conciliar pessoas diferentes, direcionando perfis e ações para os objetivos empresariais, sabendo aproveitar o melhor de cada personalidade e ajudando a desenvolver os potenciais de cada um. Pessoas de perfil mais agressivo podem ter esse aspecto valorizado na área de vendas, por exemplo, enquanto perfis mais agregadores podem contribuir nos momentos em que a integração humana é necessária.

Compreender processos emocionais próprios e alheios pode ser a chave para o sucesso da sua carreira e relações pessoais. Devemos ter em mente que a inteligência emocional pode ser modificada e, portanto, desenvolvida. Exercitar a compreensão desses processos é o primeiro passo para seu aprimoramento, mas a busca por serviços de capacitação e treinamento também podem ter enorme valor no aprimoramento desse método de se pensar em como agir melhor.

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