Qual a melhor forma para atingir metas de negócio através da gestãoestratégica de pessoas?

Por Alessandra dos Santos Moura

Cada início de ano fecha-se um ciclo, e nós, gestores de pessoas e profissionais da área de gestão de gente e de negócio, focamos na avaliação do ano anterior e planejamento de ações para novos objetivos. É época de conduzir feedbacks de avaliação de desempenho e definir metas pessoais e profissionais para o novo ano que se inicia.

Com a competitividade do mercado, cada vez mais se exige a profissionalização na gestão de pessoas e um posicionamento cada vez mais estratégico do RH para apoiar a condução dos negócios empresariais. Uma das estratégias na gestão de pessoas e uma das melhores práticas de mercado é desdobrar as metas organizacionais e identificar as competências comportamentais e as competências técnicas necessárias para atingir resultados.

É sempre importante pensar e analisar o planejamento em curto, médio e longo prazo, como, por exemplo: quais as competências comportamentais que preciso ter e reter na empresa para atingir a meta de expansão nos negócios?

Após a identificação de competências necessárias para o negócio, deve-se cruzá-las com o cenário atual da empresa, através da busca de resultados de avaliação de desempenho e de potencial. Nesta etapa, é importante entender qual o potencial da equipe atual para atender os desafios e demandas futuras do negócio. O que diferencia um líder de equipe de sucesso é aquele que consegue responder, de maneira fundamentada, algumas questões simples, como:

  • Quais são os profissionais que apresentam competências que devo reter e desenvolver na empresa?
  • Quais as competências que necessitam de investimento em treinamento?
  • Qual o talento individual de cada colaborador de minha empresa?
  • Quais são os profissionais que não atuam como líderes, mas apresentam alto potencial para liderança?
  • Quais são os gaps de competências comportamentais e técnicas atuais?

Parecem perguntas simples e são respostas imprescindíveis para atuação estratégica em gestão de equipes, mas que nem todo líder ou empresa consegue responder. Para respondê-las, existem várias ferramentas de avaliação de desempenho e potencial, seja individual e/ou de equipe, que auxiliam no diagnóstico necessário e participam do processo de planejamento de pessoas.

Um dos diferenciais estratégicos na gestão de pessoas é a formação de Banco de Talentos da Equipe, com a identificação das competências individuais. Funciona como um Mapa de Potencial, onde a empresa pode identificar rapidamente os talentos individuais, os profissionais com potencial de liderança, de planejamento, bem como aqueles que podem e mostram potencial para seguir carreira técnica. Outro benefício do Banco de Talentos é identificar as necessidades de desenvolvimento da equipe, onde podemos otimizar os custos de desenvolvimento e investir em cursos e treinamentos realmente necessários.

O Mapa de Potencial pode ser usado como base para o planejamento do programa de sucessão, e/ou de expansão de negócios. Por exemplo:

Tenho a meta de expandir o número de lojas e tenho a necessidade de ter líderes formados em nossa cultura organizacional e com a vivência em nosso segmento em um determinado prazo.

  • Quais são os talentos que atendem esta expectativa?
  • Quais as necessidades de desenvolvimento de cada um?

O Mapa de Potencial ou Banco de Talentos é uma ferramenta estratégica para as decisões gerenciais. Invista no planejamento de pessoas, avalie qual a ferramenta de avaliação de potencial que pode ser mais adequada para os seus projetos e dedique tempo para conhecer o potencial de cada profissional de sua equipe. Com esta prática, você poderá contribuir ainda mais nas decisões que envolvem a gestão de pessoas. Tenho certeza de que os resultados irão além do atingimento das metas de negócio, mas atenderão os motivadores individuais e a satisfação pessoal de cada colaborar da sua organização.

* Alessandra dos Santos Moura é Diretora de Desenvolvimento Organizacional da Caliper Brasil.

Os 7 princípios para definição de objetivos

Existem princípios que nos ajudam a definir bem os objetivos, por isso é importante observá-los. Um objetivo mal definido ou não será atingido, ou conduzirá a desdobramentos indesejáveis.

1. Comece com a formulação do objetivo: escolha palavras positivas, ao invés de pensar ou dizer “quero eliminar alguns quilos”, diga “quero ter um corpo perfeito”. Pode parecer bobagem, mas trazem bons resultados. Iniciar com as palavras certas aumentam as chances de sucesso. Os termos que você usa para se comunicar com as outras pessoas e com você mesmo podem fazer diferença em como seu cérebro vai reagir às ideias internalizadas.

2. O objetivo deve ser adequado: quando se define um objetivo difícil de ser alcançado, gera-se frustração, uma vez que não será atingido ou realizado em um prazo muito distante do que se pretendia. Por outro lado, uma meta muito fácil é desestimulante e um desperdício de oportunidade. Seja realista, avalie suas possibilidades, conte com interrupções, inovações, mudanças de percurso e o principal, sejam ousados, mas usem o bom senso.

3. Seja claro: se você define um objetivo, especifique os detalhes. Em uma situação em que seu objetivo é ler mais, é importante que sejam definidos os detalhes, algo como: meu objetivo é ler doze livros por ano, ao invés dos quatro que costumo ler.

4. Não atrele seus objetivos à vontade de outros: se o seu objetivo é sair uma hora mais cedo do escritório, isso depende somente de você, da sua organização e de sua comunicação/negociação com os demais colegas e clientes. Porém, se pretende casar com sua vizinha, é importante lembrar que isto depende absolutamente da vontade dela.

5. Não crie conflitos entre objetivos: para cada objetivo verifique se um não atrapalhará o outro.

6. Faça uma projeção do futuro: na ansiedade, você pode não refletir o suficiente sobre como ficarão as coisas quando você atingi-las. Não são raros os casos de lamentação após alcançada determinada meta. Exemplos típicos são os objetos de vingança, ao final nada de bom sobrará.

7. Seja ético: faça uma análise, determine se o objetivo traçado é ético ou não. Mentalmente assuma a segunda posição, colocando-se no lugar das pessoas que serão afetadas. Lembre-se, a razão de traçar objetivos a realizar ações que tragam retornos positivos, não esquecendo daquela famosa frase popular. “Você colhe aquilo que planta”.

Agora o que você deve fazer é colocar seu plano em prática. Monitore as ações para possíveis correções do curso ou até troca de objetivo, em alguns casos. Todo plano inteligente é flexível e se adapta às necessidades e mudanças do cenário.

Escolha com cuidado para onde deseja levar a sua vida e monitore constantemente sua rota. Você é o comandante da sua vida.

 Este artigo foi baseado no livro de Disciplina de Alan Schlup Sant’anna.

Reflexões de Final de Ano

Por José Geraldo Recchia*

Chegamos ao final de mais um ano calendário, também mais um ano das nossas vidas! Muitos aproveitam este período do ano para refletir sobre o que fizeram, deixaram de fazer, promessas feitas e cumpridas e outras nem tanto. Nesse momento surge também a vontade de criar novas metas para o ano que se aproxima, refazer planos em todos os palcos em que “atuamos”, contabilizar “ganhos e perdas”…

Para que esse processo não passe de um mero exercício, repetido a cada ano e muitas vezes envolto em “lamentos” e desculpas ao final do ano que terminou, proponho aqui um caminho a ser construído e trilhado para chegar ao “outro lado da ponte” com a motivação e força de quem venceu, teve sucesso nessa caminhada.

Primeiro deve ser identificado o que se deseja mudar. É fundamental nesse ponto descobrir o “foco” do problema, o que realmente incomoda e é a fonte das suas preocupações e o(a) impede de atingir os resultados desejados. Este é o ponto a ser “atacado”. Importante também mentalizar o estado futuro desejado, isto é, uma vez removido o “obstáculo” de como será sua vida no futuro, essa “âncora” o(a) ajudará a permanecer no caminho nos momentos de dificuldade, pois eles virão.

Uma vez descoberto o(s) obstáculo(s) a ser(em) superado(s), o passo seguinte é a construção de metas para removê-lo(s). Porém, cabe aqui um parênteses: como disse outras tantas vezes, é essencial se conhecer, a fim de definir metas de aprimoramento- pessoais e profissionais- que tenham a ver com o que o(a) motiva, pois só assim serão colocadas em prática. Metas elaboradas por outras pessoas para que você implemente, sem conexão com seus motivadores, têm grande chance de não saírem do papel!

Todas as metas devem ser SMART, acrônimo em inglês para um conjunto de pré-requisitos que devem ser observados:

  • ESpecífica: deve descrever exatamente o comportamento a ser aprimorado/obstáculo a ser superado.
  • Mensurável: o resultado deve ser quantificado, devem ser estabelecidos indicadores de desempenho e ser definido claramente onde a pessoa está e onde deverá chegar, de forma numérica.
  • Orientada para Ação: o que foi estabelecido como meta é algo que lhe impulsiona a agir? Você vai colocar em prática?
  • Realista: é possível ser realizada nas condições estabelecidas?
  • Temporal: deve incluir o prazo para de execução no seu enunciado.

Uma vez criada(s) a(s) meta(s), atendendo aos pré-requisitos acima, cabe verificar se não é(são) tão ampla(s) que precise(m) ser “quebrada(s)” em mini-metas, as quais levarão ao alcance da meta maior. Ex. de meta: “Adquirir um apartamento novo até dez/2013 no valor limite de R$ 300 mil”. Assumindo que tal meta, relacionada a quem a formulou, cumpra os requisitos SMART, percebe-se que ela possivelmente precisará ser desdobrada em algumas mini-metas: “Definir bairro onde morar até final de fev/13”, “obter financiamento para a aquisição até junho/13”, etc. Isso se tais questões já não tiverem soluções para o “dono” da meta.

Até aqui digamos que foi a parte fácil! Agora, para cada mini-meta construída, faz-se necessário elaborar um Plano de Ação para colocá-la em prática. Todos sabem que o papel/arquivo ou texto do computador (para os tempos modernos) aceita tudo! Porém, sem um plano que seja colocado em prática, mesmo a melhor meta não passará de sonho! Uma Visão de um futuro desejado é o sonho transformado em ação! Sendo assim, esse plano de ação deve incluir:

  • O que vai ser feito.
  • Quando vai ser feito.
  • Como vai ser feito.
  • Quem ou o que pode contribuir/facilitar a realização de cada ação.
  • Quem ou o que pode atrapalhar/dificultar a realização de cada ação. Como será superado esse obstáculo, se surgir?
  • Quais recursos serão necessários e como irá obtê-los.

Como Coach, tenho apoiado inúmeros profissionais na superação de obstáculos ao desenvolvimento de suas carreiras. As dicas acima são importantes, mas são apenas ferramentas de apoio na caminhada individual para o sucesso. Cabe a cada um percorrer o seu caminho! E, para tanto, tomo como exemplo aqueles profissionais do esporte que são ícones em suas áreas. O modelo é sempre o mesmo: disciplina e perseverança!

Sucesso para você em 2013!!!

* José Geraldo Recchia é Diretor Presidente da Caliper Brasil.