5 passos para contratar o melhor candidato

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A hora da entrevista pode ser o passo mais decisivo em todo o processo de contratação, tanto para a empresa quanto para o candidato. O primeiro contato é a oportunidade que o candidato tem de mostrar o seu melhor para o entrevistador – o que muitas vezes se revela uma armadilha.

Levando em conta a quantidade de conteúdo disponível sobre como se sair bem em entrevistas, é possível que a empresa acabe sendo enganada por palavras que não se transformam em potencial. Muito além de analisar o currículo e perguntar sobre as experiências do candidato, é necessário avaliar se ele tem as habilidades específicas para a vaga aberta.

Não existe fórmula secreta para conduzir uma entrevista, mas existem algumas maneiras de identificar o melhor candidato. Colocamos a seguir as principais lições que sempre destacamos às empresas-clientes da Caliper. Assim, você pode aplicar essas “melhores práticas” durante a sua próxima entrevista de contratação e encontrar o melhor profissional.

1. Visualize potencial:Você nunca encontrará o profissional perfeito, por isso, o importante é focar no potencial.

2. Não se incomode com o tempo de uma vaga em aberto: Muito pior do que ter uma cadeira vazia na sala, é ter uma pessoa errada sentada nela. Invista na procura até encontrar o profissional ideal.

3. Ninguém é igual, por isso, não tente encontrar seu espelho nas entrevistas. Deixe de lado as suas qualidades e experiências, e foque nas dos profissionais que você está analisando. Eles não têm que ser iguais a você em erros e acertos, só precisam ter potencial para o cargo em questão.

4. Valorize capacidade, e não somente a experiência passada. Experiência não é nada comparado com personalidade, comportamento e capacidade de aprendizagem e crescimento.

5. Foque nos otimistas e resilientes:Os otimistas têm o pé no chão: enxergam os problemas, mas também oportunidades e soluções. Os resilientes, por sua vez, estão preparados para passar por dificuldades e tirar as melhores lições. Estes são os profissionais certos para a sua empresa.

Para garantir a contratação certa, conheça o Perfil Caliper.

A experiência… de novo!

Por Ana Artigas

“Quando valoriza-se a experiência, os talentos ficam em segundo plano.”

Graças ao novo momento da economia brasileira, a taxa de desemprego no país continua caindo. Mas isso não quer dizer que o modo de contratar mudou. Sabe-se que a experiência continua sendo preponderante às características de personalidade na hora da escolha do profissional. E esse fato não é muito contestado.

A Caliper, em 50 anos de atividade auxiliando diversas empresas a selecionar as pessoas certas para as funções certas, já confirmou que dar mais valor à experiência em detrimento das características de personalidade pode facultar a colocação de pessoas erradas nos lugares errados. Ou deixar de contratar um profissional jovem, com um perfil brilhante, mas sem experiência.

Há um tempo, estava sendo enviada por e-mail uma declaração um tanto quanto original sobre a experiência de um candidato jovem. Veja alguns trechos:

“Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado. Já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés para fora. Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo, já fiz confissões, antes de dormir num quarto escuro, para o melhor amigo. Já confundi sentimentos, já peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi em árvore para roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor. Já gritei de felicidade, já roubei rosas num jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre. Já chorei por ver amigos partindo. Foram tantas coisas feitas, e agora um formulário me interroga: Qual sua experiência?”

Isso pode ser considerado experiência? Que aprendizado se quer buscar nos anos de experiência do candidato?

Pelo texto, pode-se constatar, ao menos, que o candidato é original. E com a aplicação de um perfil de personalidade, como o Caliper, poderíamos averiguar suas características mais fortes e perceber que ele tem potencial e pode assumir algum cargo chave, de liderança, talvez. E pode-se confirmar sua segurança para expor situações pessoais sem medo, clareza na comunicação, criatividade, persuasão e outras tantas características que podem fazer dele um líder nato, sem que precise de muita experiência anterior.

Anos de experiência podem significar somente um ano de atividade efetiva repetida diversas vezes.

Por outro lado, pela falta dela, todos os dias, jovens recém-formados, ou não, mas que não possuem os “anos de experiência”, acabam sendo rejeitados em diversas funções em empresas de todo o país.

Assim, torna-se de fundamental importância “quebrarmos” o paradigma da experiência e começar a olhar além dos anos mil rodados. Nesse “além” estão os talentos, “pedras” verdadeiras que precisam ser lapidadas sem dúvida, mas que se encaixam perfeitamente no espaço da função e nas necessidades requeridas pela empresa.

Na próxima vez que for selecionar um profissional, pense duas vezes antes de perguntar quantos anos de experiência ele tem. Em vez disso, pergunte quantos anos ele está disposto a ter. Com certeza a qualidade do seu processo seletivo vai melhorar.

* Ana Artigas é Diretora de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento.