Gestão do tempo: dicas e informações valiosas para aumentar sua produtividade

A eficiência e a produtividade dependem, cada vez mais, de uma gestão do tempo. Saber se auto gerenciar, delegar atividades e negociar prazos é algo cada vez mais valioso para o mercado de trabalho. Separamos algumas dicas para você melhorar sua gestão de tempo e aumentar sua produtividade. Confira!

Defina prioridades

Tirar um tempo para planejar o dia e estabelecer prioridades deve ser sua primeira tarefa! A procrastinação do trabalho é algo normal, principalmente quando são trabalhos chatos, difíceis ou muito manuais, mas uma hora ou outra, eles precisarão ser feitos. Comece a melhorar sua gestão do tempo com o seguinte checklist:

  1. Liste todas as suas atividades ou as da sua equipe;
  2. Visualize tudo o que precisa ser feito o mais cedo possível;
  3. Defina o grau de importância das tarefas;
  4. Delegue as atividades que podem ser feitas por outras pessoas;
  5. Dedique mais tempo ao que é mais importante;
  6. Considere imprevistos e prazos para a execução;
  7. Negocie prazos irreais.

Outra maneira de se organizar é levar em consideração quanto tempo cada tarefa precisa para ser realizada. Comece sempre pelas mais trabalhosas e que exigem maior nível de concentração e pesquisa e deixe as mais leves para o final do expediente, quando o cérebro já está cansado e a produtividade tende a diminuir naturalmente. 

Estabeleça metas realistas

A busca pela perfeição demanda muito tempo e, muitas vezes, gera mais frustrações do que resultados. Quando uma meta não é alcançada, causa uma sensação de fracasso e impotência, mas é importante entender quando algo é inatingível em determinado momento. Estabelecer metas realistas é fundamental para a produtividade e motivação. 

Saiba o que está te atrapalhando

Você sabia que mais de 30% do seu tempo é facilmente desperdiçado com redes sociais? WhatsApp, Instagram, Facebook, Twitter e Youtube são considerados os maiores vilões da produtividade. É claro que dar uma olhada rápida nas redes sociais ou checar as mensagens recebidas não vai, necessariamente, prejudicar sua produtividade. Assim como tudo na vida, o problema são os excessos.

Veja agora algumas dicas para resistir à tentação de navegar na internet e focar no que realmente importa:

  • Saiba quanto tempo você gasta online: existem aplicativos que cronometram quanto tempo você gastou olhando o celular, usando as redes sociais ou simplesmente desbloqueando a tela para ver o horário. Uma das opções presentes nesses aplicativos é o estabelecimento de um “horário limite” para o uso do celular;
  • Desative as notificações de e-mails e redes sociais, pois elas são um gatilho mental para a procrastinação;
  • Evite deixar muitas abas abertas no computador;
  • Evite deixar a página do Facebook, Instagram ou WhatsApp Web logadas automaticamente;
  • Estabeleça um horário para checar e responder e-mails.

Outros fatores externos que interferem na produtividade: barulho, conversa paralela, frio ou calor excessivos, demandas pessoais e interrupções constantes. Procure sempre um local silencioso e confortável para trabalhar, ou aposte em dispositivos que ajudam na concentração, como os fones antirruído. 

Evite também trabalhar em ambientes que ofereçam muitas distrações. Especialmente para quem trabalha em regime home office, ter um espaço para ser usado como escritório é fundamental para a produtividade. Trabalhar no quarto ou na sala de televisão, por exemplo, pode contribuir para a perda de foco e interrupção do fluxo mental.

Invista em aplicativos do gestão de tempo e tarefas

Estabelecer um fluxo de trabalho objetivo, coeso e ágil é um dos elementos-chave para uma gestão de tempo mais eficaz e existem muitos aplicativos e ferramentas que podem contribuir para essa organização.

Muitas plataformas contam com versões gratuitas que podem ser personalizadas e adequadas ao perfil de cada usuário. Saiba como elas podem te ajudar na prática:

  • Visualizar todas as tarefas de maneira clara;
  • Separar os trabalhos por cliente, projeto ou profissional;
  • Organizar tarefas por concluídas, em produção e abertas;
  • Adicionar membro da equipe e colaboradores participantes;
  • Estabelecer fluxos de trabalho;
  • Armazenar versões e arquivos no próprio sistema.

Mantenha seu ambiente limpo e organizado

Você já parou para pensar quanto tempo perde diariamente procurando arquivos ou papéis em meio à bagunça do escritório? Manter o ambiente de trabalho limpo e organizado é fundamental para alcançar uma boa gestão do tempo.

  • Sobre a mesa de trabalho, mantenha apenas o fundamental, guardando todos os supérfluos em gavetas ou prateleiras;
  • Mantenha os papéis organizados em pastas e, de preferência, separados por tipo de documento;
  • Tire um tempo para organizar seu computador: apague versões antigas de arquivos, organize pastas e a área de trabalho para encontrar tudo rapidamente;
  • Não deixe lixo acumulado sobre a mesa.

Faça pausas produtivas

Ficar oito horas sentado em frente ao computador não garante produtividade, pelo contrário, pode ser apenas mais um gatilho para a procrastinação. Pequenas pausas durante o dia são fundamentais para manter o raciocínio e a concentração no trabalho, seja para tomar um café, checar as redes sociais ou se alongar e esticar as pernas.

Biologicamente, nosso cérebro precisa de pausas para continuar pensando de maneira eficiente. Diversos estudos mostram que o tempo de concentração máximo para qualquer atividade é de 45 minutos, depois disso, o cérebro fica sobrecarregado e perde a capacidade de concentração. Em casos extremos, o cansaço mental e emocional pode resultar no desencadeamento da Síndrome de Burnout

O ideal é fazer uma pequena pausa de cinco a dez minutos a cada 45 minutos de trabalho. Mas cuidado para não extrapolar o tempo e acabar caindo na procrastinação outra vez!

Você pode aprender a estabelecer metas pessoais e profissionais com o nosso Programa de Coaching. Clique aqui e saiba com podemos ajudar.

Melhore sua comunicação com o E-book “Comunicação na Prática”

A comunicação é uma das competências mais importantes em ambientes dinâmicos, exigentes e competitivos. Torna-se necessário, cada vez mais, ter e demonstrar habilidades que facilitem a gestão de equipes e de conflitos, os relacionamentos interpessoais e a aplicação de conhecimentos e experiências na solução de problemas.

Assim, seja na perspectiva de indivíduos, equipes ou organizações, desenvolver a habilidade de se comunicar com eficiência e objetividade é fundamental, seja para transmitir com clareza suas aptidões, gerenciar e vender melhor o seu negócio ou expor suas ideias, projetos e realizações.

Para isso, criamos o E-book Comunicação na Prática; uma série de conteúdos com sugestões de ações práticas, ferramentas, filmes e livros sobre como melhorar sua habilidade de se comunicar.

Nesse E-book você vai encontrar:

  • Dicas de livros, filmes e dinâmicas interpessoais;
  • Dicas para exercitar o foco, no outro e em si mesmo;
  • A importância da inteligência emocional e autoconhecimento;
  • A importância da empatia nas organizações e muito mais.

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5 comportamentos que podem arruinar sua carreira

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Dominar os conhecimentos teóricos e técnicos é extremamente importante em uma profissão, mas nem sempre é suficiente para ter uma carreira de sucesso. Determinados comportamentos e atitudes podem arruinar a reputação de um colaborador e até mesmo leva-lo à demissão.

Confira abaixo 5 traços negativos de personalidade que podem afetar profundamente a sua carreira profissional:

Arrogância

A arrogância é um dos maiores obstáculos na carreira de um profissional. Além de prejudicar o trabalho em grupo, esse comportamento afasta as pessoas e faz com que o conhecimento não seja partilhado. Para ser um bom profissional, é preciso ter humildade, saber ouvir e admitir erros.

Falta de educação

Não importa o seu cargo, quanto você ganha ou quais são as suas atribuições na empresa. Não existem justificativas para ser mal-educado com as pessoas que trabalham no mesmo ambiente que você, sejam elas da mesma área ou não. Tratar as pessoas com respeito é o mínimo que se espera de um bom profissional.

Intrigas

Fazer intrigas e espalhar informações falsas é uma das piores atitudes que se pode ter no trabalho. Esse tipo de comportamento separa a equipe, além de deixar o ambiente pesado e desagradável, e tira a credibilidade da pessoa que começou os boatos.

Pessimismo

Enxergar apenas o lado negativo dos acontecimentos e reclamar constantemente, além de ser incômodo, faz com que toda a equipe fique desanimada. Essa atitude marca o funcionário como indesejado e mostra ao chefe que talvez ele não esteja mais feliz em sua função, podendo ser dispensado.

Fazer o mínimo

Apenas executar as tarefas, não se importando com o que acontece ao redor, não é uma atitude apreciada pelos gestores. Ao se manter à procura de oportunidades e insights, você demonstra que está interessado e que gostaria de prosperar junto à empresa.

Quer conhecer melhor o seu perfil e planejar o desenvolvimento da sua carreira?
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Esgotamento físico e emocional no trabalho? Você pode estar com a Síndrome de Burnout

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Sente que a cobrança de evoluir profissionalmente tem se tornado um peso emocional para você? Então vamos falar um pouco sobre o que é a Síndrome de Burnout, como identificá-la e, principalmente, qual o tratamento adequado.

Imagine uma propaganda, pessoas jovens e bem-sucedidas, conquistando novos espaços e tudo isso sendo representado em alto poder aquisitivo e qualidade de vida invejável. Não é preciso muito esforço para lembrar o quão bombardeados com essas imagens e referências de sucesso nós somos a todo momento.

Você precisa, o tempo inteiro, ser melhor do que você já é. Esse ideal vem afetando o mercado de trabalho, gerando trabalhadores cada vez mais frustrados com os seus desempenhos e conquistas profissionais. Não é comum estarmos em uma roda de amigos que compartilham os estresses da vida profissional?

Nem toda pessoa estressada por conta das pressões do dia a dia tem, necessariamente, a síndrome. Mas, neste cenário, a Síndrome de Burnout, que é conhecida como a síndrome do esgotamento profissional, tem se tornado cada vez mais comum.

De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema.

Essa síndrome se manifesta com o esgotamento emocional, a diminuição da realização pessoal no trabalho e a despersonalização do profissional. Reconhece alguns desses sintomas em você ou em algum colega de trabalho?

A máxima “O céu é o limite” acaba colocando os profissionais em um ciclo vicioso de ambição não saudável e aumenta os efeitos das pressões inerentes ao ambiente de trabalho.

A Síndrome de Burnout pode ser entendida a partir dessa máxima: quando você encontra o seu limite, físico e psicológico, várias cobranças começam a se desdobrar em sua mente. Isso nos faz sentir aquém do que o mundo nos exige.

Engana-se, no entanto, quem acha que basta tirar férias ou adotar hábitos saudáveis nos momentos de lazer para diminuir os efeitos dessa doença, embora sejam duas atividades bem-vindas às pessoas diagnosticadas com a doença.

Mas estamos falando de uma síndrome que precisa ser acompanhada de perto por psicólogos e psiquiatras — mesmo porque os sintomas são preocupantes.

Sintomas da Síndrome de Burnout

Para identificar um quadro de Síndrome de Burnout, os profissionais da saúde analisam alguns sintomas específicos. Confira agora os principais sintomas que indicam o desenvolvimento da Síndrome de Burnout:

  1. Sintomas físicos

Cansaço constante e progressivo, dores musculares, dores de cabeça e enxaqueca, alterações gastrointestinais, insônia, infecções repetidas por baixa imunidade, palpitação e pressão arterial alta, prejuízo à qualidade da vida sexual e outros.

2. Sintomas mentais

Dificuldade de resolver problemas com rapidez, sentimento de solidão e impotência, prejuízo da memória recente, diminuição da atenção e da concentração, irritabilidade, labilidade emocional (choro fácil e variação de humor repentina), perda de interesse pelo trabalho.

Como você pode ver, são sintomas sérios e que afetam a qualidade de vida em todos os âmbitos.

Podemos falar em grupo de risco?

Os profissionais de serviços, saúde, cuidadores, médicos veterinários, jornalistas, advogados, bombeiros, policiais e bancários são os profissionais mais suscetíveis a desenvolver a Síndrome de Burnout.

Mas essa doença pode atingir qualquer profissão, especialmente quando o trabalho exige grande esforço e dedicação, fazendo com que o trabalhador tenha uma autocrítica negativa e passe horas do seu dia voltado para seu serviço.

Tratamento: por onde começar?

É preciso que fique claro: médicos psiquiatras são os especialistas responsáveis por diagnosticar a doença e orientar para o tratamento mais adequado.

A Caliper tem algumas dicas que podem ser adotadas agora:

  1. Procure ajuda profissional

Não há como fugir disso. Uma séria condição emocional que se desenvolve ao ponto de se tornar uma síndrome precisa ser acompanhada por um profissional da Psicologia ou da Psiquiatria.

O tratamento é à base de antidepressivos e psicoterapia.

2. Pare e reavalie seu estilo de vida

Não adianta ter completa dedicação ao trabalho se isso causar problemas graves às suas condições físicas e emocionais. A melhor dica é criar uma rotina saudável, incluindo uma boa dieta, exercícios físicos e momentos de lazer.

Pare, respire fundo, respeite o seu tempo de assimilar as coisas e reveja suas prioridades. Como estão os outros âmbitos da sua vida e o que você pode fazer hoje para melhorar sua relação com todos eles?

Momentos de lazer e conquistas pessoais também são capazes de reconfigurar sua relação com o trabalho.

3. Desconecte-se!

Esta dica começa no gerenciamento do seu tempo. A ideia é cumprir com suas obrigações, sem causar danos à saúde ou à qualidade dos seus momentos de lazer.

A partir de atividades com gerenciamento de tempo adequado, o seu trabalho fica no trabalho e sua cabeça fica mais tranquila e focada em seus outros interesses.

A carreira é algo importante e devemos sempre estar atentos às oportunidades de nos aprimorarmos e de conquistarmos nossos objetivos profissionais. No entanto, levar uma vida mais saudável fará com que você siga um caminho mais promissor. O seu desenvolvimento pessoal tem tudo a ver com a sua saúde física e mental.

Por isso, um Programa de Coaching pode estabelecer o foco necessário e remover bloqueios pessoais para melhorar seu potencial e desempenho. Dessa forma, você consegue colocar em prática os seus sonhos e, por consequência, ser mais feliz.

O Programa de Coaching da Caliper pode te ajudar. Clique aqui e entenda como funciona.

Mindfulness: descubra como essa técnica pode contribuir para o seu trabalho

O mindfulness pode ser uma técnica de grande ajuda para o tempo em que vivemos, oferecendo ganhos em vários aspectos da vida do praticante, como o trabalho. Mas o que é mindfulness? Esse conjunto de técnicas incorporadas por esta palavra do inglês pode ser entendido, no português, como “atenção plena”.

O conceito, derivado de benefícios comprovados de atividades como a meditação tradicional, consiste na apropriação de uma série de práticas a fim de melhorar o estado mental do praticante. Assim, a pessoa que aplica o mindfulness em sua vida tende a estar “presente no agora”, mais concentrada nas suas atividades, experiências, sentimentos e sensações do presente.

Benefícios

Obtendo clareza mental e foco no que realmente importa, aqueles que aplicam as técnicas do mindfulness estão menos propensos a realizar tarefas de modo automático. Quando nossa mente assume o comando e não estamos completamente presentes, deixamos de viver o momento e podemos perder detalhes importantes, muitas vezes cometendo erros.

Como uma forma instintiva de sobrevivência, nossa mente está sempre ocupada e trabalhando, criando vínculos e associações. Nesse processo, o mindfulness entra como uma forma de não nos reduzirmos a esses impulsos e nos dedicarmos aos reais impactos de nossas ações. Assim, uma consciência e presença maior no agora pode levar a uma maior compreensão e menos julgamentos.

Por conta disso, o mindfulness se popularizou em grandes empresas como forma de aliviar o estresse. Melhorando as capacidades mentais, a prática implica em ganho de produtividade e de empatia e compreensão nos relacionamentos. Dessa forma, o mindfulness contribui para um bem-estar psicológico geral, que pode ser obtido através de práticas simples no nosso dia a dia.

Como aplicar

Um primeiro passo para atingir esse estado mental é se centrar no momento presente, saindo do automático, se livrando de distrações e pensamentos paralelos, e entrando no mundo real. Para estar no aqui e no agora, podemos lançar mão de medidas muitos simples e concretas, sendo a principal delas o controle da respiração. Respirar lentamente, inflando o peito e diafragma e expirando de forma ainda mais lenta pela boca, costuma garantir calma e concentração.

Também é importante que prestemos atenção nos nossos sentimentos, tendo claro que não somos capazes de controlá-los, mas entendendo o papel que exercem em nossas ações. Focar no que sentimos emocionalmente e fisicamente, somando à concentração na respiração, pode ser muito mais do que uma meditação: pode representar nosso sucesso na carreira a partir de uma maior consciência daquilo que é real e relevante entre nós.

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O que é inteligência emocional e como ela influencia na minha carreira?

A cada dia, o termo inteligência emocional vem sendo mais usado no mundo corporativo, quando se trata do gerenciamento de carreiras. Mas, muitas vezes, seu uso pode ocorrer de forma equivocada e genérica. Indo muito além do que sentimos, emoções são dispositivos do nosso cérebro que, se relacionando com todo o nosso corpo, nos movem rumo às ações.

Sendo assim, num primeiro nível, a inteligência emocional nada mais é do que a compreensão de como as emoções ocorrem dentro de nós e dentro das pessoas que nos cercam. Mas esse conceito vai além dessa concepção geral: a partir desse processo, a inteligência emocional envolve a seleção das melhores formas de se agir considerando esse autoconhecimento e o contexto.

Portanto, é essencial destacar que a inteligência emocional não significa nem se resume em controlar o surgimento das emoções: isso, ao menos de forma direta, é impossível. Devemos ser realistas, percebendo o que está ao nosso alcance para a melhoria na vida pessoal e no trabalho. Assim, a chave para a inteligência emocional se encontra na compreensão dos sentimentos para, a partir daí, escolher racionalmente as melhores formas de se agir.

Papel na carreira

Entender se uma pessoa é tecnicamente capacitada para um cargo já não é mais o suficiente. Setores de RH são os que mais demandam por inteligência emocional, seja com a sua adoção em processos seletivos para a contratação, seja para decidir por promoções. Hoje, saber se uma pessoa sabe se relacionar bem com outros indivíduos já faz parte da equação decisória do profissional do RH atualizado.

Para o funcionário, colaborador ou gestor de uma empresa, conhecer suas próprias emoções e a das pessoas com quem lida garantirá empatia, automotivação, ganho nos relacionamentos interpessoais e adoção de melhores ações. Entendendo que as pessoas podem ter diferentes níveis de inteligência emocional e diferentes perfis emocionais, é possível modular seu estilo de gestão a partir do que funciona melhor.

Um gestor, por exemplo, deve conciliar pessoas diferentes, direcionando perfis e ações para os objetivos empresariais, sabendo aproveitar o melhor de cada personalidade e ajudando a desenvolver os potenciais de cada um. Pessoas de perfil mais agressivo podem ter esse aspecto valorizado na área de vendas, por exemplo, enquanto perfis mais agregadores podem contribuir nos momentos em que a integração humana é necessária.

Compreender processos emocionais próprios e alheios pode ser a chave para o sucesso da sua carreira e relações pessoais. Devemos ter em mente que a inteligência emocional pode ser modificada e, portanto, desenvolvida. Exercitar a compreensão desses processos é o primeiro passo para seu aprimoramento, mas a busca por serviços de capacitação e treinamento também podem ter enorme valor no aprimoramento desse método de se pensar em como agir melhor.

Quer saber mais sobre a inteligência emocional? A Caliper conta com treinamentos e consultorias para desenvolver esse aspecto na sua equipe e nas suas contratações. Entre em contato: caliper@caliper.com.br | (41) 3075-3400

Foco

Foco recursos humanos
Ao falarmos e refletirmos sobre competências de Comunicação, é comum fazermos referência a capacidade de transmitir mensagens com objetividade e clareza, de gerar compreensão e exercitar a escuta ativa. Outros aspectos também são relevantes para a efetividade desse processo, entre eles o Foco. Uma habilidade que favorece a percepção de emoções e sentimentos (próprios e alheios), propicia interações mais harmoniosas e permite observar com maior clareza coisas, situações e pessoas, ampliando assim as possibilidades de sintonia com quem nos comunicamos ou estabelecemos relações.
 
A atenção é um termo com origem no latim e significa “entrar em contato, nos conectar ao mundo, moldando e definindo a nossa experiência”. Em tempos marcados por estímulos, recursos, informações e distrações diversas, os quais podem levar ao déficit das habilidades emocionais, cognitivas e sociais, dominar essa habilidade representa estar de fato mais presente para outras pessoas e ter uma vida mais consciente e produtiva. De acordo com Daniel Goleman, em seu livro “Foco: a Atenção e seu Papel Fundamental para o Sucesso”, existe uma tríade que, quando dominada, é capaz de fortalecer o músculo vital da mente: o Foco. Essa tríade contempla as seguintes perspectivas:
Foco Interno
Sintoniza as pessoas com suas intuições, valores e objetivos, e com seu senso de propósito. É uma espécie de leme interno representado pela Autoconsciência e funciona como um mecanismo de controle. Em termos técnicos, quando direcionado para dentro, o Foco é capaz de amplificar a sensibilidade da ínsula (região atrás dos lobos frontais do cérebro), a qual mapeia a parte interna do nosso corpo por meio de circuitos que se ligam a órgãos como pulmões e coração, enviando sinais para que este diminua o ritmo e para que os pulmões respirem melhor. A ínsula sintoniza as pessoas, não somente aos seus órgãos, mas à noção que cada um tem de como está se sentindo. Pessoas que ignoram as próprias emoções e sentimentos e de outras pessoas, têm uma atividade lenta da ínsula quando comparado com a ativação encontrada naqueles que se apresentam altamente sintonizados com suas vidas emocionais internas.
Foco no Outro
Favorece interações e a criação de laços e de conexões com outras pessoas. Na esfera da Comunicação, manter o Foco no Outro e praticar a empatia é ser capaz de se conectar, ouvir e prestar atenção nos outros. Representa estar orientado às emoções alheias, produzindo assim relações mais empáticas. Essas relações são construídas com base no Foco compartilhado entre duas pessoas, o que leva a uma sincronia física inconsciente. A empatia requer um esforço da atenção e demanda entrar em sintonia com os sentimentos de outra pessoa, exigindo a assimilação de sinais faciais, vocais e de outros indícios emocionais. A própria anatomia do cérebro sugere a integração da autoconsciência com a empatia, pois as pessoas assimilam informações sobre si e sobre os outros dentro das mesmas redes neurais. Assim, a empatia demanda da autoconsciência a conexão consigo para a posterior leitura e foco no outro.
Foco Externo
Auxilia a transitar pelo mundo que cerca cada pessoa. Segundo Goleman “um fluxo constante de trocas não verbais se estabelece em relação a todos com quem interagimos, seja num cumprimento rotineiro ou numa negociação tensa, transmitindo mensagens que são recebidas com exatamente a mesma força de qualquer coisa que possamos dizer. Talvez com mais força”. Pessoas atentas a aspectos emocionais ou ao que contexto cultural e social no qual estão inseridas tendem a agir e se comunicar com maior habilidade e assertividade. Essa atenção permite que sinais sutis sejam observados e captados, servindo de guia quanto ao modo como as pessoas se comportam e se expressam. De forma que elas saibam não apenas o que dizer e fazer, mas, principalmente, de acordo com o contexto, o que não é conveniente nem agradável dizer ou fazer.
Em complemento ao equilíbrio desse Foco triplo, outro aspecto considerado relevante no que se refere a importância do Foco no desenvolvimento da competência Comunicação, é sua relação com a fronteira invisível do poder, visto que existem relações entre o poder e as pessoas em quem prestamos maior ou menor atenção. Cada um tende manter seu foco naquilo e naqueles que mais valorizam. Um estudo de Dacher Keltner, psicólogo da Universidade da Califórnia, em Berkley, sobre níveis de classes sociais, vigilância de ameaça e reatividade hostil, descobriu falhas de atenção ao comparar pessoas de altos cargos de uma organização com as mais simples na habilidade que tinham de ler emoções em expressões faciais. Durante qualquer uma das interações, a pessoa em posição mais alta na organização estudada apresentava menor tendência em manter o foco no olhar do outro e maior probabilidade de interromper e monopolizar conversas: dois sinais de falta de atenção.
E você, já parou para refletir a respeito de quais são as situações em que seu Foco, ou a falta dele, exerce maior impacto? Ou sobre quais são as atividades que você realiza e os momentos de interação em que você age com maior atenção?
Você exercita, desenvolve e fortalece seu Foco quando:
Indivíduo                                                    
  • Mantém sua atenção ativa, agindo para que sua rotina pessoal e profissional, e seus diálogos sejam estabelecidos de modo não automático.
  • Redobra o Foco e busca praticar a atenção seletiva, em especial, diante de ambientes conturbados e situações de conflito.
  • Busca refletir sobre quais oportunidades e momentos está deixando de usufruir, quando se deixa levar por distrações.
  • Exercita sua mente, ao desconectar-se, regularmente, de recursos tecnológicos ou de qualquer tipo de distração, como forma de descansar e restaurar sua energia mental, evitando assim a fadiga da atenção.
Liderança
  • Mantém o Foco e enfatiza nos membros de sua equipe aspectos positivos. Estabelecendo assim, diálogos que ampliem o raio de atenção de cada um deles para seus objetivos positivos e seus pontos fortes.
  • Ouve atentamente, articula e comunica a direção que sua equipe deve seguir. Tendo como base a atenção plena das emoções, sentimentos e necessidades das pessoas e a demonstração de abertura para, quando apropriado, tomar decisões por consenso.
  • Filtra o que não é relevante e direciona sua energia e seu Foco na direção da resolução racional de conflitos e do alcance de objetivos individuais, coletivos e organizacionais.
  • Resolve problemas, propõe soluções e toma decisões com base na consciência sistêmica, que contempla o foco em si, nos outros e nas consequências de médio e longo prazo de suas ações atuais.
E para dar continuidade ao desenvolvimento e ao fortalecimento da competência Comunicação com base no “Foco”, apresentamos algumas sugestões de estudo e de leitura sobre o tema:
Livro
Essencialismo: a Disciplinada Busca por Menos, de Greg McKeown: é um livro que defende a ideia de que se concentrar apenas no que é essencial é fundamental para a obtenção dos melhores resultados no trabalho. O autor sugere reflexões sobre a importância de cada um concentrar seu tempo e sua energia no que de fato é significativo no curto, médio e longo prazos, de buscar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, a partir da eliminação do que não é essencial e de tudo aquilo que gera desperdícios de tempo. Ele também fala sobre a necessidade de aprender a reduzir, simplificar e manter o foco nos objetivos, a fim de realizar tarefas que aproveitem ao máximo os talentos das pessoas, exercitando assim o Foco e o poder de escolha.  
Filme
Gandhi (1982): é um filme dirigido pelo cineasta Richard Attenborough, sobre a trajetória do líder espiritual e pacifista indiano Mohandas Karamchand Gandhi. É possível observar diversas situações, as quais despertam reflexões e são fonte de aprendizado relacionados à Inteligência Emocional, Empatia, Humildade para Aprender, Coragem e Foco, necessários para guiar ações,  decisões e promover mudanças.   
Vídeo
TedTalks da Neurocientista Amishi Jha, sobre ‘Como Domar sua Mente Distraída’, no qual ela fala sobre como as pessoas prestam atenção e sobre o funcionamento do cérebro no processo de seleção do que é importante, em meio as diversas informações e estímulos recebidos. Ela também menciona que tanto as distrações externas quanto as internas diminuem o poder de atenção das pessoas mas que, por meio de algumas técnicas, é possível modificar esse quadro.  
Dinâmica:
Esta dinâmica pode ser realizada para auxiliar os participantes a desenvolver a escuta ativa, como instrumento de comunicação, favorável para interações e relações pessoais e profissionais mais saudáveis e produtivas.
Dinâmica “Pássaros no Ar”
Objetivo: destacar a importância do Foco e da concentração, por meio do exercício da empatia e da escuta ativa, a fim de melhorar a compreensão ao comunicar e ao receber informações.
Público Recomendável: número mínimo de 02 e máximo de 20 participantes.
Tempo de Aplicação:cerca de 20 minutos.
Recursos/ Materiais: história ‘Pássaros de Fogo.
 
Aplicação:
1.  O facilitador deve explicar para os participantes da dinâmica que será realizada uma atividade para que eles exercitem a atenção e a concentração.
2.  Os participantes devem ser orientados a se acomodar, no local da dinâmica, sentados em círculo.
3.   O facilitador deverá mencionar que irá contar uma história e que para determinadas palavras que forem ditas, o grupo deve fazer os seguintes movimentos (o facilitador deve demonstrar como fazer todos os movimentos):
a.  Quando for dita a palavra pássaro, todos devem erguer a mão direita e fazê-la flutuar, imitando o movimento de um pássaro voando.
b. Quando for mencionado um grupo de pássaros, ambas as mãos deverão flutuar (conforme descrito na fase anterior).
c.  Quando for mencionado um animal que não voa, os participantes deverão ficar imóveis, com as mãos sobre os joelhos.
4.   Como complemento da etapa 3 da dinâmica, o facilitador deve explicar que cada participante que errar ou deixar de fazer os movimentos deixará de participar da dinâmica, sendo que o último a permanecer na atividade será o “vencedor”.
5.  O facilitador deve certificar-se que todos os participantes compreenderam as instruções e inicia a história (apresentada a seguir):
 
História – Pássaros no Ar 
(os movimentos descritos entre parênteses são apenas para facilitar a observação facilitador em relação aos participantes e não devem ser lidos em voz alta)
“Esta manhã levantei-me cedo. O dia estava magnífico. O sol de primavera animava toda natureza e os pássaros (duas mãos) cantavam sem cessar. Ao abrir a janela do quarto, um pardal (mão direita), sem cerimônia, invadiu a casa, pondo o gato (mãos no joelho) em polvorosa. O papagaio (mão direita) que estava no jardim de inverno irritou-se com a correria do gato (mãos no joelho) e pôs-se a berrar assustando os canários (duas mãos), que tranquilamente cantavam em suas gaiolas. O pardal (mão direita) acabou saindo pela janela, de onde entrou, deixando o gato (mãos no joelho) mais tranquilo, que foi brincar com o cachorro (mãos no joelho) já resignado com perda de seu pardal (mão direita) que planejava ter para o café da manhã. Sucessivamente, acalmaram-se o papagaio (mão direita) e os canários (duas mãos). Continuando a contemplar a natureza, observei que se aproximou de um lindo vaso de flores um beija-flor (mão direita). Aí pensei comigo, vai começar tudo de novo. O gato (mãos no joelho) felizmente, nesta altura se mantinha concentrado brincando com o cachorro (mãos no joelho) e não percebeu a aproximação do beija-flor (mão direita). O papagaio (mão direita) se divertia com uma corrente pendurada em sua gaiola e os canários (duas mãos) cantarolavam mais tranquilamente em suas gaiolas, saldando o lindo dia que iniciava…”.
 
Pontos de Análise e Discussão – Encerramento da Dinâmica
Ao término da dinâmica, é importante perguntar aos participantes o que eles acharam da atividade. Se eles conseguiram se concentrar. Quais foram as facilidades e dificuldades. Se conseguiram compreender a história (considerando que tinham que dividir a atenção em relação ao entendimento da história e aos movimentos solicitados). Caso necessário, a história pode ser lida novamente, agora sem a necessidade de fazer os movimentos, a fim de melhor compreende-la. Também é válido abrir espaço para que o grupo exponha, brevemente, suas considerações e conclusões.
É importante encerrar a discussão conectando os aprendizados da dinâmica que podem ser aplicados na rotina de trabalho, por exemplo, sugerindo a reflexão acerca da importância do Foco, de que ele precisa ser praticado e que, muitas vezes, por falta de atenção e concentração, podem ocorrer problemas de compreensão e comunicação, devido ao não entendimento do que é dito ou solicitado. Sendo assim, é necessário ter foco e atenção para amenizar tais problemas. Caso o grupo tenha interesse, a atividade pode ser repetida, como forma também de demonstrar que a prática e o treinamento contribuem para melhorar o desempenho.
 
Todas as informações e reflexões apresentadas na série “Comunicação na Prática”, tiveram a finalidade de contribuir com seu processo de desenvolvimento. Para continuar se atualizado, acompanhe outros conteúdos no Blog, no Linkedin e no Facebook da Caliper.  
Fontes:
GOLEMAN, D. (2014). Foco: a Atenção e seu Papel Fundamental para o Sucesso.

Inteligência Emocional

Inteligência Emocional

Algumas características distinguem profissionais que apresentam um desempenho diferenciado dos demais. Uma delas é a Inteligência Emocional, cujas habilidades que a compõem servem de base para a promoção de diálogos positivos e o estabelecimento de relacionamentos saudáveis. Em complemento com as habilidades técnicas, a Inteligência Emocional desempenha um papel essencial no que se refere a interação produtiva no ambiente corporativo e ao alto desempenho. Ela é formada pelos seguintes componentes:

Autoconsciência
Representa a compreensão profunda das emoções, forças, fragilidades, necessidades e impulsos. Permite reconhecer como os sentimentos afetam a si, aos outros e o desempenho profissional de cada um. Também está relacionada ao entendimento que as pessoas possuem de seus valores e metas. Segundo Daniel Goleman, Psicólogo e Jornalista, e um dos principais estudiosos do tema, “as pessoas com autoconsciência elevada são capazes de falar com precisão e abertamente – embora não necessariamente com efusão ou em tom confessional – sobre suas emoções e o impacto que exercem em seu trabalho”.
Autogestão
Trata-se da capacidade de exercer autocontrole sobre sentimentos e impulsos, visto que são os impulsos biológicos que dirigem as ações. Ao gerir as próprias emoções, as pessoas são capazes de influenciar positivamente suas relações, a partir da criação de um ambiente de confiança e de equidade. A Autogestão é evidenciada por meio da propensão pela reflexão, pela ponderação na fala e nas atitudes. Com esse componente em equilíbrio, o sentimento de impulsos emocionais ocorrerá, mas será possível controlar e canalizá-los de forma útil e construtiva.
Empatia
Significa ponderar sentimentos, preocupações e emoções de outras pessoas por meio da adoção da perspectiva alheia. Permite reconhecer modos diversos de agir e interagir e representa o processo de identificação e compreensão de pontos de vista, comportamentos e atitudes, a partir do ato de um indivíduo se colocar no lugar do outro. Trata-se de uma habilidade emocional que se alimenta da Autoconsciência, pois quanto mais as pessoas estão abertas para compreender e lidar com suas emoções, mais hábeis elas serão na leitura dos sentimentos próprios e dos outros.
Habilidade Social
Assim como a Empatia, a Habilidade Social é um dos componentes da Inteligência Emocional que envolve a capacidade de uma pessoa se relacionar com outras. Os dois primeiros componentes são habilidades de autogestão. Trata-se de ser cordial com propósito, ou seja, conforme define Daniel Goleman, “conduzir as pessoas na direção que você deseja. Seja a concordância com estratégia de marketing nova ou o entusiasmo com um novo produto”. As pessoas que possuem essa habilidade bem desenvolvida, tendem a chegar a um denominador comum com os mais variados tipos de pessoas.
No que se refere ao desenvolvimento da competência Comunicação, a Inteligência Emocional caracteriza-se como uma habilidade complementar e essencial, considerando que comunicar-se de modo claro e eficaz requer, por exemplo, uma forte empatia, assim como a consciência acerca dos sentimentos e emoções das pessoas com quem interagimos. Você já parou para refletir de que modo o gerenciamento das suas emoções pode auxiliar seu modo de se comunicar e de se relacionar com outras pessoas?
Você gerencia suas emoções e otimiza sua Comunicação quando:
Indivíduo                                                    
  • Considera pontos de vista além do seu para expressar suas opiniões, tornando-se assim mais assertivo e praticando o ouvir e falar não defensivo.
  • Lida de forma consciente com as tensões e conflitos que surgem no dia-a-dia, aprimorando sua capacidade de pensar antes de agir, tomar decisões ou solucionar problemas.
  • Canaliza produtivamente suas emoções, concentrando-se em sua fala ou na escuta ativa, durante interações com outras pessoas.
  • Controla suas emoções, em especial, diante de cenários adversos, e passa a adotar perspectivas mais realistas e otimistas.
Liderança
  • Exercita a combinação das habilidades de Autoconsciência, Autogestão, Foco e recuperação do estresse, a fim de pensar claramente antes de se expressar ou de agir, diante de situações de conflito ou sob pressão.
  • Gerencia seus relacionamentos a partir da compreensão e do controle de suas próprias emoções, sendo empático com os sentimentos dos membros de sua equipe e com todos com quem se comunica.
  • Demonstra a capacidade de sentir e compreender os pontos de vista de sua equipe e daqueles com quem interage, com vistas a obter maior colaboração entre os profissionais, fornecer feedback construtivo e tomar decisões assertivas.
  • Estabelece relacionamentos fortes e duradouros com sua equipe e com outros profissionais, firmados com base em suas atitudes racionais e no seu autocontrole emocional.
Considerando que as competências de Inteligência Emocional podem ser aperfeiçoadas, apresentamos algumas sugestões de leitura e estudo para complementar o processo de desenvolvimento dessa habilidade:
  
Livro
Liderança com Inteligência Emocional – Liderando e Administrando com Competência e Eficácia de David R. Caruso e Peter Salovey: são apresentadas reflexões sobre a importância da Inteligência Emocional em processos de tomada de decisões, na solução de problemas, ao lidar com mudanças e para ser bem-sucedido. Uma hierarquia prática das habilidades emocionais é descrita em quatro partes: identificar as emoções, utilizá-las para melhorar o raciocínio, compreendê-las e administrá-las. Caruso e Salovey também mostram como é possível mensurar, compreender e desenvolver cada uma dessas habilidades.
Filme
Divertida-Mente (2015): é um longa-metragem de animação da Pixar, dirigido pelo cineasta Pete Docter, que por meio da jornada da personagem Riley, uma garota de onze anos, demonstra o quanto aspectos relacionados a mente e ao cérebro estão interligados. De forma lúdica e educativa, e com embasamento científico, são apresentados diversos conceitos acerca do subconsciente, da personalidade e do comportamento, em especial, a ideia de que as emoções são relevantes e que cada uma delas possui uma finalidade. Seja o medo, a raiva, a tristeza ou a aversão a algo. O ponto principal é reconhece-las, compreendê-las e não as reprimir.
Vídeo
TedTalks da Historiadora Cultural Tiffany Watt Smith, sobre ‘A História das Emoções’, no qual ela fala sobre como as pessoas se expressam para descrever suas emoções e como isso impacta o modo como elas se sentem. Ela também fala sobre a história, sobre como algumas delas evoluíram ao longo do tempo e de que forma são expressas e percebidas por pessoas de diferentes culturas e épocas. É um vídeo que contribui para a ampliação da visão a respeito do que de fato são as emoções.

Dinâmica:
Esta dinâmica pode ser realizada para auxiliar os participantes a exercitar a comunicação positiva, a partir do foco nas pessoas e do relacionamento interpessoal.
Dinâmica “Roda do Feedback Individual”
Objetivo: desenvolver a empatia, a assertividade e buscar formas de equilibrar as emoções para lidar com conflitos, melhorar a comunicação e os relacionamentos pessoais e profissionais.
Público Recomendável: número mínimo de 05 e máximo de 15 participantes.
Tempo de Aplicação:cerca de 20 minutos.
Recursos/ Materiais: folha (s) de papel e lápis ou caneta.
Aplicação:
1.  O facilitador deve orientar os participantes a se posicionarem e se acomodarem em roda. Uma cadeira deverá ficar no centro dessa roda.
2. O facilitador deve entregar uma folha de papel e um lápis ou caneta para cada participante.
3. Os participantes devem ser orientados a escrever dois aspectos positivos e um a ser melhorado, relacionado a cada integrante da dinâmica.
4. O primeiro participante a receber o feedback, o qual pode ser escolhido aleatoriamente, deve ser orientado a se sentar no centro da roda.
5. Cada participante deve enumerar e realizar o chamado “Feedback sanduíche”, no qual deve ser citado: um aspecto positivo, seguido de um a ser melhorado e de outro positivo.
6. Devem-se observar alguns critérios para a realização da etapa 5 da dinâmica:
    a. Quem for dar o feedback, não deverá desqualificar os demais participantes ao citar o aspecto a ser melhorado, nesse momento é importante realizar essa ação de forma racional, e não emocional.
   b. Quem for receber o feedback não deverá argumentar ou justificar, tanto o aspecto mencionado pelos demais participantes como positivo ou a ser melhorado.

Pontos de Análise e Discussão – Encerramento da Dinâmica
Para finalizar, é importante abrir espaço para que os participantes façam comentários sobre emoções, sentimentos, dificuldades, facilidades e outros aspectos que o grupo julgar pertinente e relevante relacionados à dinâmica e sobre como se deu o processo de dar (comunicar-se e demonstrar habilidade em fornecer críticas construtivas) e receber (ouvir e lidar com críticas) feedback. Também é válido sugerir um breve diálogo sobre quais foram os principais aprendizados dessa dinâmica que podem ser aplicados na rotina de trabalho.     
O intelecto é um aspecto fundamental, mas lidar de forma consciente com as habilidades relacionadas à Inteligência Emocional é, cada vez mais, algo que não pode ser desconsiderado. Sendo assim, é importante dar atenção para as competências emocionais e sociais, de modo a cultivar tais aptidões, em prol da construção e da manutenção de relações mais integradas e cooperativas. E se você quer continuar aprimorando sua competência em se comunicar, acompanhe o próximo “Comunicação na Prática”: vamos falar sobre o tema Foco. 

Fontes:
GOLEMAN, D. (1996). Inteligência Emocional: a Teoria Revolucionária que Redefine o que é Ser Inteligente. 
___________. (2015). Liderança: a Inteligência Emocional na Formação do líder de Sucesso.

Autoconhecimento

Autoconhecimento

Um dos pontos de partida para um processo efetivo de autodesenvolvimento ou para aprimorar habilidades é o Autoconhecimento. Além de ser uma das bases para a construção de relações interpessoais saudáveis e produtivas. Pode ser definido como o ato de um indivíduo conhecer a si mesmo e que permite ampliar a noção e o controle sobre emoções, sentimentos, comportamentos, preferências, potencialidades e pontos que podem ser melhorados.


A partir do entendimento de quem somos, mais facilmente reconhecemos nossas fortalezas, fragilidades, emoções e reações, e daqueles com quem nos relacionamos. Quanto mais souber sobre si, maiores serão suas possibilidades de ser bem-sucedido, inclusive ao se comunicar. Você já parou para refletir sobre como se conhecer pode auxiliá-lo a se relacionar e se comunicar melhor? Sabe em quais situações é possível exercitar seu Autoconhecimento? 

Você investe nessa habilidade quando:

Indivíduo
  • Identifica e fortalece suas potencialidades.
  • Busca observar suas reações e aprender com elas.
  • Toma consciência de suas metas, objetivos e propósito, utiliza-os como base para tomar decisões (pessoais e profissionais) e se responsabiliza por elas.
  • Procura, a partir do entendimento de sua personalidade e de seus padrões de comportamento compreender os diferentes modos de pensar, agir e reagir das pessoas com quem você interage e com quem se comunica.

Liderança

  • Toma medidas para conhecer seus motivadores e todos os fatores internos que influenciam seu comportamento e que geram impacto na gestão de sua equipe.
  • Escolhe subordinados com base nos pontos fortes de cada um, delega, compartilha conhecimento, desenvolve sua equipe e, simultaneamente, a si mesmo.
  • Gera a ação dos membros de sua equipe, por meio da abertura e da manutenção de canais de comunicação com seus liderados e do estabelecimento de uma relação profissional de confiança.
  • Busca formas de garantir que você e os profissionais sob sua gestão estão em formação permanente, a fim de potencializar habilidades relacionadas a seus respectivos cargos.

Para complementar o desenvolvimento da habilidade “Autoconhecimento”, apresentamos algumas sugestões de leitura e estudo:


Livro
Descubra Seus Pontos Fortes, de Marcus Buckingham e Donald Clifton: apresenta reflexões, direciona a descoberta de seus pontos fortes, de como aprimorá-los, assim como dos membros de sua equipe, caso você ocupe um cargo de liderança. Também possibilita acessar um programa elaborado com base no teste “Descubra a Fonte de Seus Pontos Fortes”, útil para identificar o que para os autores são os “Cinco Talentos Dominantes”.

Filme
O Discurso do Rei – Direção: Tom Hooper (2010): baseado na história do Rei George VI, da Inglaterra, um monarca que busca formas de lidar com sua gagueira, tema tratado no filme de forma realista, que suscita reflexões sobre empatia e amplia a visão acerca de pessoas que enfrentam esse problema. O protagonista demonstra autoconhecimento, por exemplo, ao reconhecer e aceitar a existência de alguns problemas e, no caso da gagueira, contratar um fonoaudiólogo, como meio de superá-la.

Vídeo
Ted Talks do Psicólogo Brian Little sobre “Quem é Você Realmente”, no qual ele fala sobre semelhanças e diferenças, numa perspectiva que vai além dos traços, das características e dos comportamentos que definem quem somos. Uma forma de elucidar e trazer à tona reflexões sobre aspectos relativos à personalidade e ao autoconhecimento.  

Ferramentas e Técnicas
Perfil Caliper:ferramenta que permite realizar uma avaliação profunda de personalidade e ajuda a maximizar o desempenho, a partir da identificação de pontos fortes, limitações, motivações e potencialidades de um indivíduo.
Roda da Vida: possibilita realizar a identificação de aspectos que estão em harmonia, assim como aqueles que podem ser melhorados, por meio de um mapeamento. É uma ferramenta útil também na definição de um plano de ações, direcionado para lidar com os pontos identificados.

Dinâmica – Autoconhecimento e Comunicação “Desenho às Cegas”
Pode ser realizada para promover o autoconhecimento relacionado à Comunicação. Se você é responsável pela gestão de uma equipe, essa é uma ótima oportunidade de trabalhar essa habilidade, assim como a escuta ativa, a empatia e o relacionamento interpessoal.
Objetivo: despertar a consciência a respeito da capacidade, das limitações e da importância de melhorar a habilidade de ouvir e de se comunicar.
Público Recomendável: número mínimo de 02 e máximo de 10 participantes.
Tempo de Aplicação: cerca de 40 minutos.
Recursos/ Materiais: folha (s) de papel, fotos/ imagens de figuras a serem descritas e desenhadas e lápis.

Aplicação

  • Os participantes devem ser divididos, aleatoriamente, em dupla.
  • Os integrantes de cada dupla devem se sentar de costas uns para os outros.
  • Um integrante de cada dupla receberá uma foto de uma figura a ser descrita para que o outro membro da dupla desenhe.
  • outro integrante receberá uma folha de papel em branco e um lápis.
  • participante que recebeu a foto de uma figura deverá ser orientado a instruir sua dupla sobre como desenhar o objeto em questão, mas sem dizer exatamente o que é a figura.
  • participante que recebeu a folha em branco deverá ser orientado a desenhar de acordo com as instruções fornecidas por sua dupla.
  • Cada dupla terá cinco minutos para executar essa tarefa.
  • Ao término da tarefa, as duplas devem comparar a figura descrita com o desenho realizado e conversar sobre a Comunicação durante o processo e sobre possíveis pontos de melhoria, seja da parte de quem descreveu como de quem desenhou.

Pontos de Análise e Discussão – Encerramento da Dinâmica
Para encerrar a dinâmica, é válido realizar uma breve discussão com todos os participantes sobre os seguintes temas: como as instruções foram passadas e recebidas? Quais foram as principais dificuldades (tanto na perspectiva de quem instruiu quanto de quem desenhou) durante a tarefa? Quais são as principais lições e reflexões dessa dinâmica que podem ser aplicadas em situações do dia a dia de trabalho?

Com qual desses materiais você mais se identificou? Que tipo de recursos (livro, filme, vídeo, dinâmica, etc) utiliza com mais frequência para desenvolver novas habilidades? Compartilhe conosco suas preferências para melhorarmos materiais futuros!

Todos possuem algum aspecto que precisa ser desenvolvido ou melhorado. No caso do Autoconhecimento fornecemos algumas alternativas que podem facilitar esse processo. Para dar continuidade nessa trajetória de conhecimento e desenvolvimento, fique de olho no próximo “Comunicação na Prática”: vamos falar sobre Inteligência Emocional! 

Crédito: 
Roda da Vida: modelo mencionado foi criado pela mestra em Comunicação e Semiótica, professora e Empreendedora Ana Paula Passarelli  

Comunicação e Autoconhecimento

Comunicação e Autoconhecimento
Ao longo da vida adquirimos conhecimentos e experiências que nos permitem lidar com desafios, demonstrar nossas aptidões e alcançar metas e objetivos. Características pessoais, habilidades e atitudes também são fatores que contribuem com a definição de COMO agimos e realizamos nossas tarefas. Normalmente, esse MODO DE AGIR exerce impacto direto nos resultados que obtemos.

Um exemplo é a Comunicação, uma das competências mais importantes em ambientes dinâmicos, exigentes e competitivos. Torna-se necessário, cada vez mais, ter e demonstrar habilidades que facilitem a gestão de equipes e de conflitos, o relacionamento interpessoal e a aplicação de conhecimentos e experiências na solução de problemas.

Não basta apenas possuir conhecimento técnico, pois dominar algum tema e não saber comunicá-lo pode ser determinante num processo de ensino e aprendizagem, dentro e fora das organizações. Ou mesmo um gestor que possui experiência relevante em sua área de atuação, mas que encontra dificuldades em se comunicar com sua equipe ou com a alta direção. Esse profissional tende a não explorar o máximo de seu potencial.
Assim, seja na perspectiva de indivíduos, equipes ou organizações, desenvolver a habilidade de se comunicar com eficiência e objetividade é fundamental, seja para transmitir com clareza suas aptidões, gerenciar e vender melhor o seu negócio ou expor suas ideias, projetos e realizações.

Para isso, criamos o “Comunicação na Prática”; uma série de conteúdos com sugestões de ações práticas, ferramentas, vídeos, filmes e livros sobre como melhorar sua habilidade de se comunicar.
A partir do compartilhamento desse conteúdo, nossa intenção é fornecer subsídios e apoiá-lo nesse processo de descoberta e de transformação, contribuindo para que adquira e aprofunde conhecimentos sobre esse tema, de forma que possa converte-los em aprendizado prático. Então, se você deseja aperfeiçoar sua maneira de se comunicar ou caso já possua essa competência, torne-se ainda mais forte nesse quesito a partir das reflexões sugeridas a seguir:

1.     Autoconhecimento
Para desenvolver ou aperfeiçoar qualquer habilidade é importante, primeiramente, identificar suas limitações e pontos fortes, a fim de compreender valores, crenças, emoções, sua personalidade, fatores que te motivam, seu comportamento e seu Estilo de Comunicação. Daí a importância de buscar exercícios e ferramentas de autoconhecimento que possam auxiliá-lo a perceber com mais clareza quais elementos podem estar interferindo no seu modo de se relacionar e de se comunicar. Além de melhorar os pontos que se fizerem necessários. 

2.     Inteligência Emocional (IE)
Segundo o psicólogo Daniel Goleman, A Inteligência Emocional é composta por autoconsciência, autogestão, empatia e habilidade social. Ela determina o quão bem gerenciamos nossa vida, relações pessoais e profissionais e distingue quem conhece suas emoções, ações e reações daqueles que não possuem clareza sobre tais aspectos. A IE permite compreender impulsos e necessidades, administrá-los, levar em conta as emoções de outras pessoas e promover interações positivas. Assim, aliar as habilidades da IE ao domínio das diversas técnicas de Comunicação existentes é fundamental para estabelecer relações saudáveis e produtivas, nas quais essa habilidade seja fluída, neutra e objetiva.  

3.     Foco
“Nossa capacidade de atenção determina o nível de competência com que realizamos determinada tarefa”. Essa afirmação, mencionada no livro “Foco – A Atenção e seu Papel Fundamental para o Sucesso” do psicólogo Daniel Goleman, desperta reflexões sobre a relação entre Foco e compreensão, memorização, aprendizado, percepção, emoções, sentimentos e o modo como as pessoas interagem. Quanto à Comunicação, desenvolver e manter o equilíbrio do Foco em fatores internos e externos e, principalmente, no outro, permite captar e manter a atenção de interlocutores, favorece interações, o ato de comunicar e a troca de ideias.

No próximo “Comunicação na Prática” vamos compartilhar conteúdos e ações relacionados a Comunicação e ao Autoconhecimento! 

Fonte:
GOLEMAN. D. (2014). Foco – A Atenção e seu Papel Fundamental para o Sucesso. 
GOLEMAN. D. (2015). Liderança – A Inteligência Emocional na Formação do Líder de Sucesso.