Os desafios das mulheres na liderança

mulher segurando uma caneca escrito "like a boss". Em português: "como uma chefe".

As mulheres já representam quase 50% do mercado de trabalho mundial, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entretanto, ainda são poucas mulheres na liderança, principalmente em países emergentes. As mudanças estão surgindo gradativamente. Segundo uma pesquisa da Grant Thornton, no Brasil, apenas 29% das companhias possuem mulheres em algum posto de chefia, ultrapassando a média global de 24%.

Além da baixa representatividade, um estudo publicado pela Harvard Business Review mostra que, quando em posições de liderança, as mulheres tendem a enfrentar desafios que não englobam somente suas capacidades profissionais, mas também questões de personalidade e caráter. A análise revela ainda que, uma vez nessa posição, a mulher precisa lidar com expectativas culturais e comportamentais que a sociedade tem em relação ao comportamento feminino, como ser afetuosa, delicada e demonstrar empatia. As mesmas qualidades não são esperadas de um chefe homem, por exemplo, pois dele, tradicionalmente, se espera apenas força e competência.

Muitas vezes, as expectativas em relação ao comportamento de uma líder não são compatíveis ao cargo ou ao trabalho que realiza, podendo atrapalhar seu desempenho profissional. A grande dificuldade, de acordo com a publicação, é encontrar um meio termo entre a competência profissional e a credibilidade necessária para o posto.

A pesquisa incluiu uma entrevista com 64 mulheres na liderança de 51 países diferentes, a fim de descobrir quais são e como elas lidam com os principais desafios desta posição. Confira alguns pontos discutidos:

Demandar e se importar ao mesmo tempo


As executivas entrevistadas relataram que, ao mesmo tempo em que precisam demandar comportamentos de alta performance da equipe, precisam demonstrar que se importam com os colaboradores. Em alguns casos, líderes que se mostraram mais objetivas e incisivas com a equipe receberam feedbacks negativos. Uma das entrevistadas conta que, ao comandar um projeto muito importante que necessitava de grandes resultados, foi considerada “intimidadora”.


Credibilidade e arrogância


As entrevistas mostram que a linha entre credibilidade e arrogância é extremamente tênue nos casos de líderes mulheres. Para liderar e ganhar credibilidade da equipe, elas tendem a incorporar alguns comportamentos tidos como tipicamente masculinos: falar mais alto, mais objetivamente e de forma mais incisiva. Por outro lado, ao tentar mostrar autoridade, podem ser vistas como arrogantes.


Lidar com o objetivo dos outros


Ao comandar e ser responsável por uma equipe, as mulheres, segundo o estudo, acabam sendo vistas como muito “agressivas” ou “fáceis de manipular”, dependendo do jeito que lidam com a situação. Ao se mostrarem mais objetivas e incisivas, podem passar a impressão de que não se importam com os outros. Porém, caso se importem demais, são vistas como manipuláveis e fáceis de tirar vantagem.
O estudo da Universidade de Harvard sugere alguns meios de contornar as situações, como construir relações de confiança com a equipe e saber separar o profissional do pessoal, exigindo excelência e qualidade no trabalho, e não do colaborador em si. Entretanto, defende que mudanças mais significativas só podem surgir com o tempo e conforme outras gerações integrem o mercado de trabalho. Enquanto isso, líderes e colaboradoras precisam aprender a lidar com a pressão não somente profissional, mas também das expectativas comportamentais dentro do ambiente de trabalho.

Mulheres na liderança

A Caliper tem o orgulho de ser formada, em sua maioria, por mulheres competentes e talentosas. Uma pesquisa realizada pela sede da empresa em Princeton, nos Estados Unidos, mostrou que as mulheres líderes são mais assertivas e persuasivas, tendo uma necessidade mais forte de executar ações, além de estarem mais dispostas a assumir riscos do que os líderes masculinos. Também foram consideradas mais empáticas e flexíveis, bem como mais habilidosas na comunicação interpessoal. O estudo foi realizado com 59 mulheres de grandes empresas nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Apesar das características apresentadas no estudo, as mulheres ainda enfrentam dificuldades para atingir cargos de liderança, principalmente quando estão concorrendo com homens. Alessandra dos Santos Moura, diretora de desenvolvimento organizacional da Caliper Brasil, afirma que a preferência por líderes masculinos ainda é uma realidade no mercado.

“Para chegar em uma posição em que possam concorrer com os homens, as mulheres precisam estar bem melhor qualificadas. Infelizmente, vemos isso no mercado, em processos de seleção e nas consultorias que realizamos, ainda existe muito a preferência pelo homem no mercado. E quando vemos mulheres que se destacam, o que observamos em seus currículos é que elas têm muito mais tempo de sala de aula, de estudo e qualificação para conseguirem se destacar no mercado e serem selecionadas para ocupar uma posição que também está sendo disputada por um homem”, afirma a diretora.

Quer saber como otimizar sua equipe de líderes? Entre em contato conosco: caliper@caliper.com.br | (41) 3075-3400.

A cultura da empresa é fator de sucesso para os colaboradores

A sua empresa pensa na importância de ter profissionais alinhados com a sua cultura organizacional? Este é um dos fatores de atenção na contratação e adaptação de um novo colaborador?

Se as respostas para essas questões, dentro de sua empresa, são “Não”, então é preciso iniciar um trabalho de identificação de culturas – entre empresa e colaboradores – a fim de garantir maiores chances de acerto na escolha e retenção de seus profissionais.

Quando as habilidades e os conhecimentos técnicos de um profissional se enquadram em uma vaga, esse não é o ponto final em um processo de seleção, mas apenas meio caminho andado. Nesse momento, é preciso verificar se ele possui:

• as competências que sua empresa precisa para a função que ocupará
• perfil profissional com chances de se adequar à estrutura cultural da empresa.

Esses dois itens impactarão fortemente no sucesso do profissional e nos resultados da organização.

A cultura organizacional é dotada de uma missão, visão e valores, o que tem impacto direto na forma como seus profissionais se comportam, pensam e agem. Tudo está interligado, e para um novo profissional obter sucesso é necessário que seus valores e a missão que ele tem dentro da organização estejam de acordo com os preceitos da empresa e dos outros colaboradores que dela fazem parte.

Durante o processo de seleção de um novo profissional, é preciso deixar claros todos os objetivos da empresa, o que a instituição espera de sua atuação e de que forma age de acordo com os resultados de seus funcionários. O profissional precisa estar ciente de que vai fazer parte de uma cultura organizacional que se enquadra ou não ao seu conjunto de valores e que isso, certamente, vai interferir em sua produtividade.

Após a sua contratação, depois ainda de verificar a possibilidade do novo colaborador enquadrar-se à estrutura empresarial, é o momento de fazer tudo o que for necessário para que ele se sinta em casa e produza como a organização deseja, de forma que ele também cresça durante esse processo.

É necessário oferecer alguns subsídios para que o profissional se sinta bem dentro da empresa, tenha abertura para expor suas ideias e possa interagir positivamente, obtendo aprovação e estímulo para as ações positivas, bem como apoio nos momentos de maior necessidade. Ele precisa se sentir seguro para colocar em prática suas habilidades e chegar no ponto que a empresa quer.

Portanto, na próxima contratação não tenha receio de mostrar como sua empresa realmente é, ou seja, a sua identidade, o que pode possibilitar que ela mesma seja a grande beneficiada, trazendo para si profissionais muito mais comprometidos e alinhados com o seu negócio.