Resiliência em tempos de crise

resiliência em tempos de crise

A pandemia do novo agente do coronavírus, Covid-19, colocou a população diante de diversas situações adversas e inesperadas: quarentena, demissões, cancelamentos de contratos, possibilidade de fechamento de empresas, trabalho remoto, paralisação de aulas e, em algumas cidades, restrição do direito de ir e vir livremente.

Para muitos, essas mudanças vêm acompanhadas de muito estresse, angústia e ansiedade. O isolamento social e as incertezas sobre a crise que assola o mundo inteiro contribuem para o sentimento de impotência frente a um problema que ainda não sabemos como resolver e, muito menos, prever as consequências.

Mais do que nunca, esse momento pede resiliência por parte de todos para que a vida continue seguindo o mais próximo possível da normalidade. Nós, da Caliper, sabemos que não é tão simples assim, por isso, separamos algumas dicas para você conseguir se manter resiliente mesmo em tempos de crise.

O que é resiliência?

Originalmente, a resiliência é uma propriedade da matéria física, na qual alguns corpos apresentam a habilidade de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica.

De acordo com o dicionário, no sentido figurado e adaptado para ser um adjetivo, ser resiliente significa ter capacidade de se recompor ou de se adaptar facilmente frente a situações adversas. 

Consideramos uma pessoa resiliente quando ela apresenta otimismo mesmo quando enfrenta problemas pessoais ou profissionais. Esses indivíduos não se deixam abater facilmente e estão sempre em busca de soluções criativas para dar a volta por cima e enfrentar obstáculos. 

Em momentos de crise, como o que estamos passando agora, essa característica se mostra de extrema importância e fundamental para atravessar o momento da melhor maneira possível.

Como se manter resiliente em meio à crise e isolamento social?

A quantidade de informação que é absorvida diariamente, junto com o isolamento social e a falta de perspectiva de volta à normalidade, podem enfraquecer a resiliência que existe dentro de cada indivíduo, mesmo naqueles que se mostram extremamente otimistas e inteligentes emocionalmente.

Um dos principais pontos de atenção para manter a resiliência em tempos de isolamento é a organização, tanto pessoal quanto profissional. A pandemia fez com que muitas empresas adotassem o home office como modelo de trabalho temporário e, com isso, as rotinas acabam se misturando ainda mais. Por isso, é fundamental que seus compromissos pessoais não fiquem em segundo plano e nem sejam “engolidos” pelas tarefas do trabalho.

O que você costumava fazer depois de um dia normal? Lia um livro, via um filme, praticava exercícios? Essas atividades devem continuar presentes no seu cotidiano mesmo durante a quarentena, pois elas são responsáveis pelo seu relaxamento e prazer.

Mas se você está em quarentena e sem a possibilidade de home office, o ócio pode tornar o momento ainda mais complicado. Nesses casos, procurar outras atividades prazerosas é fundamental para combater a ansiedade e a sensação de tédio, que contribuem para o surgimento de pensamentos pessimistas e para o desequilíbrio emocional. 

Pratique o conceito de mindfulness

O conceito de mindfulness, derivado de benefícios comprovados de atividades como a meditação tradicional, consiste na apropriação de uma série de práticas a fim de melhorar o estado mental do praticante. Assim, a pessoa que aplica o mindfulness em sua vida tende a estar “presente no agora”, mais concentrada nas suas atividades, experiências, sentimentos e sensações do presente.

Esse exercício mental também ajuda a combater sinais de estresse e ansiedade, que podem ser desencadeados pelo isolamento social, pela pressão por resultados ou até mesmo pela grande quantidade de informação que recebemos diariamente. 

O primeiro passo para atingir esse estado mental é se concentrar no momento presente, saindo do automático, se livrando de distrações e pensamentos paralelos. Para estar no aqui e no agora, podemos adotar medidas simples e concretas, sendo a principal delas o controle da respiração. Respirar lentamente, inflando o peito e o diafragma e expirando de forma lenta pela boca, costuma trazer sensação de calma e concentração.

Exercite sua inteligência emocional

Ser resiliente significa ter a capacidade de superar problemas e adversidades com o mínimo possível de perdas ou sofrimento, sem comprometer a capacidade de tomada de decisão, do bom senso e equilíbrio na condução dos diversos temas de forma serena, assertiva e superando obstáculos. Tudo isso demanda uma alta inteligência emocional.

A inteligência emocional nada mais é do que a compreensão de como as emoções ocorrem dentro de nós e dentro das pessoas que nos cercam. Mas esse conceito vai além dessa concepção geral: a partir desse processo, a inteligência emocional envolve a seleção das melhores formas de se agir considerando esse autoconhecimento e o contexto.

Portanto, é essencial destacar que a inteligência emocional não significa nem se resume em controlar o surgimento das emoções: isso, ao menos de forma direta, é impossível. Assim, a chave para a inteligência emocional se encontra na compreensão dos sentimentos para, a partir daí, escolher racionalmente as melhores formas de se agir.

Mantenha-se em contato com o mundo exterior

Sabemos que o momento é de reclusão e cuidado, mas o isolamento social pode desencadear diversos problemas de saúde, como ansiedade e até depressão. Se as notícias sobre a pandemia do novo coronavírus estão tendo um efeito prejudicial em sua saúde mental, não tenha receio de se afastar. Nesses momentos, a mente é tão importante quando o corpo, e preservá-la é fundamental. 

Mesmo sem sair de casa, você pode – e deve – manter contato com pessoas que te fazem bem e que são importantes para você. Essa é a hora de aproveitar todos os benefícios das redes sociais, dos aplicativos de mensagens e das chamadas por vídeo.

Aproveite também para ler aqueles livros que estavam esquecidos na prateleira, assistir filmes e séries (serviços de streaming oferecem várias opções), arrumar seu guarda roupa ou fazer um spa day em casa mesmo.

Nós, da Caliper, também estamos tentando nos manter resilientes. Juntos, vamos superar essa crise. Conte com a gente!

Linkedin Top Voices: o presente e o futuro do mercado de trabalho

linkedin top voices 2019

Ter um perfil bem atualizado no LinkedIn deixou de ser uma opção há muito tempo quando pensamos em personal branding e maior contato com oportunidades de emprego. Mas é preciso superar de vez a ideia de que o seu perfil é, pura e simplesmente, um currículo digital. O LinkedIn é, por essência, uma rede social de networking e deve ser usada como tal e a seu favor.

A Caliper acompanha de perto as tendências do mercado e, principalmente, as pessoas que pensam, escrevem e dialogam sobre o presente e o futuro do capital humano nas organizações.

Por que não começar a valorizar mais o networking no LinkedIn em 2020? Um dos primeiros e mais importantes passos é acompanhar as discussões que mais movimentam a rede social. Debates que são liderados por pessoas que se propõem à atividade contínua de provocar inquietações em relação aos temas urgentes do mercado de trabalho.

Por isso, a Caliper traz aqui os nomes que se tornaram LinkedIn Top Voices em 2019, para que a sua timeline em 2020 seja repleta de insights, artigos e debates sobre mercado de trabalho, cultura organizacional e tendências que moldam o ambiente corporativo.

Confira os LinkedIn Top Voices:

Alice Salvo Sosnowski: jornalista, consultora e professora de empreendedorismo

Principais assuntos: carreira, empreendedorismo e universo das startups são temas recorrentes de suas publicações. 

Artigo sugerido: Autoconhecimento é a chave do sucesso pessoal e profissional

Junior Borneli: fundador da StartSe

Principais assuntos: gestão, inovação, empreendedorismo e tecnologia na transformação dos processos administrativos.

Artigo sugerido: Os desafios do RH para 2020

Amanda Graciano: líder de portfólio e desenvolvimento de negócios

Principais assuntos: a partir das pautas da inovação e do empreendedorismo, ela antecipa debates sobre inclusão e diversidade no mundo do trabalho.

Artigo sugerido: Empreenda-se: como pensar a sua carreira

Ana Fontes: presidente do grupo Rede Mulheres Empreendedoras

Principais assuntos: empreendedorismo e ambientes de startups com foco em liderança feminina.

Artigo sugerido: Mais ecossistema, menos “egossistema”

Bruna Conseza: escritora e produtora de conteúdo

Principais assuntos: carreira, comportamento humano e relacionamento interpessoal.

Artigo sugerido: 5 perguntas para se fazer quando estiver frustrado profissionalmente

Diego Cidada: fundador da Academia do Universitário

Principais assuntos: reflexões sobre a entrada dos universitários no mercado de trabalho e sobre como lidar com as novas gerações no ambiente corporativo.

Artigo sugerido: Hard skills vs. Soft skills: O que são? Onde vivem? O que fazem?

Monique Evelle: estratégia criativa e desenvolvimento de projetos

Principais assuntos: empreendedorismo, inovação e cultura organizacional.

Artigo sugerido: O que uma péssima experiência numa empresa me ensinou sobre cultura organizacional?

Confira a lista completa dos LinkedIn Top Voices de 2019 e expanda o seu repertório de conhecimento sobre o mundo corporativo. 

Como gerenciar uma crise empresarial

Independente do tamanho e do ramo de atuação, é muito provável que todos os empresários e gestores enfrentem um período de crise empresarial, por melhor que a gestão da empresa seja. 

No gerenciamento de uma crise empresarial, o foco principal é minimizar os danos, tanto financeiros quanto de reputação da marca. Para isso, elaboramos algumas dicas importantes para atravessar esse período da melhor maneira possível.

Identifique a causa da crise

A crise empresarial é caracterizada pelo aparecimento repentino de um problema que afeta a empresa em grande escala, podendo ocorrer em diversos departamentos e áreas. O primeiro passo para solucionar é a identificação do problema:

  • Falha na gestão financeira, dificultando – ou até impossibilitando – pagamentos e investimentos;
  • Problemas técnicos em máquinas que interferem diretamente na produção;
  • Multas e problemas jurídicos;
  • Avaliações negativas por parte do consumidor e problemas de reputação.

Seja ágil

A agilidade é fundamental em momentos de crise empresarial, justamente para tentar minimizar ao máximo os impactos para a organização e consumidores.

Porém, de acordo com Alessandra dos Santos Moura, diretora de desenvolvimento organizacional da Caliper, ser ágil não significa ter pressa e agir por impulso: “para encontrar a melhor solução, opte por reunir uma equipe multidisciplinar e que esteja envolvida com o problema. Se a crise aconteceu no departamento de compras, é fundamental que os colaboradores dessa área estejam cientes e prontos para lidar com isso”, afirma.

Em alguns casos, é preferível escolher medidas que apresentem resultados imediatos: se a crise começou por causa de um cliente que reclamou sobre o atendimento via telefone de sua empresa, entre em contato, peça desculpas e informe que novas orientações serão passadas à equipe. Assim, quem se sentiu prejudicado pode ficar mais calmo, e a empresa tem mais tempo para pensar numa solução interna a longo prazo, como treinamentos e workshops para os atendentes. 

Não esconda a situação 

Momentos de crise são facilmente percebidos pelos colaboradores, consumidores e até mesmo pela mídia, dependendo da empresa e da situação em si. Por isso, tentar esconder o que está acontecendo é perda de tempo e pode gerar ainda mais frustração e sensação de descaso por parte da organização.

Ao identificar uma crise empresarial, comunique e instrua todos os colaboradores sobre como agir nos próximos dias ou meses. A notícia deve ser dada em primeira mão pelo gestor responsável, para evitar que comecem a circular fofocas e boatos.

Com os consumidores e a mídia, a melhor solução é ser transparente, informar que o problema já está sendo investigado e que soluções estão sendo tomadas para que tudo seja resolvido o mais rápido possível.

Aprenda com a crise empresarial

A maior lição que deve ser tirada de um momento de crise é como evitar que ele volte a acontecer. Para isso, medidas de médio e longo prazo devem ser tomadas.

Algumas ações que podem evitar o surgimento de uma nova crise empresarial:

  • Treinamentos de atualização e workshops;
  • Investimento em comunicação interna e externa;
  • Mudanças na gerência e equipe;
  • Identificação dos prejuízos da empresa.


A Caliper pode ajudar sua empresa a prevenir futuras crises, desenvolvendo suas equipes. Conheça os treinamentos da Caliper com foco em vendas, liderança, atendimento, melhores práticas em gestão de equipes e comunicação.

Licença-paternidade: esse assunto está na pauta da sua empresa?

Para o mês dos pais, resolvemos abordar um assunto ainda pouco presente na pauta da maioria das empresas brasileiras: licença-paternidade. Enquanto em alguns países a licença remunerada pode ser de quase 53 semanas, como na Coreia do Sul, o brasileiro tem direito a apenas 5 dias para ficar em casa com o(a) filho(a) recém-chegado(a). Na Suécia, por exemplo, 90% dos trabalhadores aproveitam integralmente as 10 semanas de licença-paternidade, mesmo sendo opcional. 

Esses países contam com regras diferentes no quesito pagamento: segundo dados da Forbes, a Suécia oferece remuneração de aproximadamente 20% do salário do colaborador, enquanto na Coreia do Sul, esse valor pode chegar a até 31%. Já na Noruega, onde a licença-paternidade é de 14 semanas, o trabalhador recebe praticamente o salário integral, mais de 90%. Em março deste ano, a Espanha aprovou um decreto que determina que a licença será aumentada gradativamente, se igualando à licença-maternidade até 2021, com um total de 16 semanas integralmente pagas. 

Quem faz diferente no Brasil

A Diageo, empresa multinacional proprietária das marcas de bebida Johnnie Walker, Ypióca e Smirnoff, anunciou no final de maio deste ano sua nova política global de licença-familiar (paternidade e maternidade), válida para colaboradores de todos os países, incluindo o Brasil. A mudança começou a valer no dia primeiro de julho, e consiste em seis meses remunerados com salário integral. A licença é válida para todos, incluindo os casos de adoção e uniões homoafetivas.

A marca carioca de roupas Reserva conta com licença-paternidade de 30 dias desde 2016. Outras empresas que têm a licença estendida são Natura, que oferece 40 dias, e a Johnson & Johnson, com um período de 8 semanas desde 2017.

No Brasil, o programa Empresa Cidadã existe desde 2008 e as empresas cadastradas podem oferecer até 20 dias de licença-paternidade com concessão de incentivo fiscal. Ainda assim, apenas pouco mais de 13% das empresas aptas a aderir escolhem participar do programa. 

Por que fazer diferente?

Diversos estudos mostram a importância da convivência entre pai e filho(a) nos primeiros dias de vida para a criação do vínculo afetivo. Além dos benefícios da relação com o bebê, a mãe, ou o outro pai, em casos de casais homossexuais, também aproveita de uma maior interação e divisão das tarefas, o que traz um sentimento de pertencimento e valorização dentro da família.

Nos casos de adoção, a licença também se mostra extremamente importante, já que se torna um período dedicado integralmente à criação de laços e adaptação com um novo membro da família.

Dicas para implantar uma cultura cidadã na sua empresa

A cultura da licença-paternidade pode ser implementada aos poucos dentro das empresas. Confira algumas dicas para apoiar os seus colaboradores neste momento tão importante que é ser pai:

  • Ofereça a possibilidade de horários flexíveis e em home office;
  • Aumente gradativamente o período de licença concedido;
  • Informe-se sobre o programa Empresa Cidadã;
  • Ofereça a possibilidade de férias remuneradas para o colaborador.

A Caliper produz conteúdos exclusivos pensados para o seu desenvolvimento profissional. Acesse nosso blog e confira. 

Como promover a diversidade dentro das empresas

Antes de iniciar a leitura, faça um teste rápido em seu escritório: olhe para os lados. Quem você vê? Homens? Mulheres? Alguém com mais de 60 anos? Pessoas com algum tipo de necessidade especial? A diversidade dentro das empresas está na pauta dos RHs das melhores organizações do mundo, segundo a The National Organization on Disability (DiversityInc), mas e na sua?

Os diferentes pontos de vista e mindsets que vêm junto com cada novo colaborador são o maior benefício da promoção da diversidade dentro da empresa. Estamos falando em desfazer a bolha social em que atualmente escolhemos viver, com pessoas que pensam da mesma forma sobre os mais diversos assuntos. Sim, esse fenômeno também está presente dentro das empresas.

Mas como implementar uma cultura de diversidade de maneira eficiente? A Caliper tem algumas dicas:

Comece no processo de seleção

O RH é o principal agente transformador dentro das empresas, afinal, ele que vai decidir quais candidatos merecem uma chance de ir para uma entrevista. A seleção de currículos deve ser feita pensando na diversidade: procure sempre oferecer opções de candidatos dos mais variados perfis.

A seleção cega também é um ótimo recurso para esses casos: o RH seleciona os melhores candidatos e remove algumas informações que possam ter papel excludente, como sexo, raça, idade e estado civil. Assim, a escolha do responsável pela contratação será feita exclusivamente por suas competências apresentadas.

Analise a situação

O RH também é responsável por perceber e contornar problemas de cunho cultural dentro da empresa. Se um gestor é conhecido por só contratar homens, por que não oferecer várias opções de candidatas femininas? Ou, em uma equipe extremamente séria e sênior, por que não incluir um colaborador mais novo, com novos pontos de vista?

Abra vagas com foco na diversidade

Recentemente, a Unilever lançou uma campanha para a contratação de novos estagiários com mais de 55 anos de idade.

“Você já passou dos 55 anos de idade e ainda tem muito a contribuir com sua experiência profissional e de vida? Gostaria de compartilhar essa experiência com a gente? Estamos contratando estagiários seniores para área comercial da Unilever. Venha fazer parte!”

Se sua empresa tem abertura e infraestrutura para tal ação, por que não? As vagas podem ser voltadas para primeiro emprego, mães que estão fora do mercado ou para pessoas com necessidades especiais, por exemplo.


Inspire-se nos melhores

Todos os anos, a DiversityInc divulga uma lista com as 50 melhores empresas no quesito de promoção da diversidade.  A AT&T ficou com o primeiro lugar em 2019, subindo três posições em comparação à lista de 2018. A empresa tem um processo de seleção de alto potencial, robusto e ágil, que utiliza uma abordagem imparcial para garantir a identificação consistente de um grupo diversificado de futuros líderes.

Como construir relações profissionais em ambientes predominantemente masculinos

mulher e homem conversando, com notebook e celular em cima da mesa.

Mesmo com a crescente entrada de mulheres em posições de gerência no mercado no trabalho, muitas profissionais ainda se sentem excluídas no ambiente profissional, principalmente no meio executivo, em que a maioria dos colegas de profissão são homens. Uma pesquisa realizada pelo Learnlight Insight mostra que 81% das mulheres já se sentiram excluídas de alguma forma no trabalho.

A inclusão de mulheres é gradativa e mostra que cada vez mais empresas estão preocupadas com políticas de equidade: dados do Grant Thornton mostram que, nos países da América Latina, 65% das empresas possuem pelo menos uma mulher em cargo de chefia.  No Brasil, esse número cai para 61%, tendo apenas 29% das funções seniores desempenhadas por mulheres.

Com um número ainda pequeno de colegas do mesmo sexo, mulheres em postos executivos frequentemente se deparam com dificuldades para interagir com outros profissionais. Enquanto os homens se reúnem para o happy hour, as mulheres geralmente evitam eventos opcionais depois do expediente, ou por escolherem voltar para casa e passar um tempo com a família (muitas vezes, para dar início às atividades domésticas como cozinhar, limpar e ajudar as crianças com trabalhos da escola), ou então porque nem são convidadas. A dificuldade de socialização também pode partir dos homens, que muitas vezes preferem não interagir com colegas mulheres por medo de serem mal interpretados.

A falta de relações profissionais no ambiente de trabalho tem diversas consequências, como exclusão social, perda de oportunidades e maior dificuldade em crescer na carreira. Mas como quebrar essas barreiras e construir um bom networking? Separamos algumas maneiras de socializar e garantir boas relações em níveis profissionais:

Encontre espaços informais na empresa

Você não precisa abdicar do tempo com a família para socializar com colegas de trabalho. Essas relações podem começar com uma simples conversa informal na sala do café ou no refeitório, por exemplo. Mesmo que você não se encaixe em nenhum grupo, é importante saber como as pessoas interagem. Conhecendo os costumes, fica mais fácil decidir como e com quem se relacionar.

Participe de eventos sociais, mesmo que ocasionalmente

Apesar do happy hour ou um almoço entre colegas parecer um tempo perdido, são geralmente nessas reuniões informais que os profissionais ficam sabendo de oportunidades dentro da empresa e futuros negócios. A participação nesses encontros, mesmo que de vez em quando, é importante não somente para a socialização, mas para “ver e ser vista”. A informação informal tem uma grande importância em meios corporativos.

Tenha iniciativa

Não fique esperando ser convidada para algum evento, convide você mesma. E não precisa convidar o departamento inteiro para almoçar: comece comentando que está indo tomar um café e aproveite para perguntar se alguém gostaria de ir junto. Aos poucos, as oportunidades vão surgindo, e na próxima, as pessoas irão se lembrar que você foi educada em convidar.

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Mansplaining e Manterrupting: você conhece esses termos?

homem e mulher conversando em um ambiente profissional.

A constante busca por igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho e o espaço que o feminismo vem ganhando na sociedade nos ajudam a perceber atos sexistas e machistas em práticas comuns. Os termos “mansplaining” e “manterrupting” surgiram para dar nome e conscientizar as pessoas sobre ações, muitas vezes inconscientes, extremamente comuns entre homens, principalmente os que se encontram em posições de liderança. Mas você sabe o que eles significam?

Mansplaining

O mansplaining acontece toda vez que um homem explica um assunto para uma mulher acreditando que ela não sabe ou não entende o que ele está falando, simplesmente por ser uma mulher. É uma explicação desnecessária, geralmente de um assunto óbvio ou que já é de conhecimento dela.

Essa atitude coloca a mulher numa posição de inferioridade intelectual, mesmo em assuntos que ela domina. Essas explicações normalmente surgem de maneira bem “didática”, acompanhadas de frases como “você entendeu o que eu disse?” ou “você não está entendendo”.

Manterrupting

O termo “manterrupting” foi citado pela primeira vez em 2015, em um artigo publicado no jornal New York Times de autoria de Sheryl Sandberg, chefe de operações do Facebook, e Adam Grant, professor da Universidade da Pensilvânia. É usado para designar interrupções desnecessárias feitas por um homem durante a fala de uma mulher, impedindo que ela conclua sua linha de raciocínio.

Durante as eleições norte-americanas de 2016, o manterrupting ficou visível durante os debates dos candidatos Donald Trump e Hilary Clinton. No primeiro encontro, um levantamento realizado pelo Quartz contabilizou 51 interrupções de Trump a Hilary, contra apenas 17 ao contrário. O VOX mostrou que, nos primeiros 26 minutos de debate, foram 25 interrupções desnecessárias a candidata.

Além de ser uma tremenda falta de educação, esse comportamento demonstra que, para quem está interrompendo, a opinião masculina tem mais credibilidade do que a feminina.

As duas práticas são extremamente comuns no ambiente de trabalho, principalmente em lugares em que muitos homens e poucas mulheres ocupam posições de liderança. Uma sugestão é que, toda vez que uma mulher perceber uma ação de manterrupting ou mansplaining, explique ao homem sobre o que ele está fazendo, dizendo que ainda não havia concluído sua fala, ou que não é preciso explicar o assunto que é de seu conhecimento.

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O espaço das mulheres em profissões tipicamente masculinas

mulher negra sentada, usando um notebook.

As mulheres ainda são minoria no mercado de trabalho brasileiro: mesmo representando 52,3% da população em idade ativa, apenas 43,3% integram esse espaço. Menos mulheres trabalhando reflete falhas nas políticas de inclusão e reforça a cultura machista em que vivemos. Muitos ambientes de trabalho ainda são dominados por homens, tornando o local de difícil acesso para mulheres.

O número de mulheres com carteira assinada também é menor do que o dos homens, sendo 71% e 76%, respectivamente. Isso mostra que, mesmo inseridas no mercado, as mulheres ainda são maioria em situações precárias e de informalidade, recebendo, consequentemente, menores salários.

Apesar disso, algumas profissões, antes majoritariamente masculinas, vêm conquistando cada vez mais adeptas. A constatação pode ser feita tanto na academia quanto no mercado de trabalho. Conheça alguns casos:

Aeronáutica

mulher da aeronáutica fazendo continência à bandeira.

O espaço das Forças Armadas sempre foi ocupado por homens, com a presença raríssima de poucas mulheres. A primeira mulher a ingressar no exército brasileiro foi Maria Quitéria de Jesus, em 1823, durante as lutas pela independência. Porém, somente em 1943 as mulheres foram oficialmente autorizadas a participar.  Durante a Segunda Guerra, mais de 140 mulheres foram enviadas aos Estados Unidos nas condições de enfermeiras e especialistas em transporte aéreo.

A Aeronáutica é uma das Forças Armadas com mais mulheres, apesar de que tiveram sua entrada liberada apenas a partir de 1986. Em 2018, eram mais de 11 mil combatentes em todo território nacional. Embora seja grande o contingente feminino, a primeira turma de aviadoras foi criada apenas em 2003.

Engenharia

uma mulher de capacete amarelo e um homem de capacete branco conversando e analisando um projeto.

 A engenharia sempre foi um ambiente predominantemente masculino, começando na academia e chegando aos locais de trabalho. Em alguns ramos, como a engenharia civil, as mulheres conquistaram um pouco mais o seu espaço: em 2015, 30%   dos alunos do curso no país eram mulheres.

De acordo com o CREA, o registro de mulheres na engenharia aumentou 333% até 2014. Mesmo assim, isso equivale a menos de 30% do total de profissionais. Em 2017, por exemplo, foram registrados aproximadamente 15 mil engenheiros e apenas 5.842 engenheiras.

Advocacia

mulher negra lendo. Em destaque, o símbolo da justiça.

As mulheres ainda são minoria no direito, mas esse cenário está passando por mudanças significativas. Segundo estimativa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), até 2020 existirão mais advogadas do que advogados. No ano passado, dados da OAB mostraram que 48% dos profissionais eram mulheres.

A área do direito também é uma das que mais oferece incentivos às profissionais: desde 2016, existe o Plano Nacional de Valorização da Mulher Advogada. O documento estabelece descontos na anuidade para elas e até a isenção total no ano em que se tornam mães.

Mecânica automotiva

mulher em uma oficina mecânica mexendo em um carro.

Apesar das oficinas mecânicas ainda serem redutos quase que exclusivamente masculinos, muitas mulheres estão tomando a iniciativa para mudar esse cenário. A procura feminina por cursos de capacitação nessa área aumentou de 1,2% em 2009 para 7,5% em 2015. Os números ainda são baixos, porém, já podem ser considerados como sinais de mudança.

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Os desafios das mulheres na liderança

mulher segurando uma caneca escrito "like a boss". Em português: "como uma chefe".

As mulheres já representam quase 50% do mercado de trabalho mundial, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entretanto, ainda são poucas mulheres na liderança, principalmente em países emergentes. As mudanças estão surgindo gradativamente. Segundo uma pesquisa da Grant Thornton, no Brasil, apenas 29% das companhias possuem mulheres em algum posto de chefia, ultrapassando a média global de 24%.

Além da baixa representatividade, um estudo publicado pela Harvard Business Review mostra que, quando em posições de liderança, as mulheres tendem a enfrentar desafios que não englobam somente suas capacidades profissionais, mas também questões de personalidade e caráter. A análise revela ainda que, uma vez nessa posição, a mulher precisa lidar com expectativas culturais e comportamentais que a sociedade tem em relação ao comportamento feminino, como ser afetuosa, delicada e demonstrar empatia. As mesmas qualidades não são esperadas de um chefe homem, por exemplo, pois dele, tradicionalmente, se espera apenas força e competência.

Muitas vezes, as expectativas em relação ao comportamento de uma líder não são compatíveis ao cargo ou ao trabalho que realiza, podendo atrapalhar seu desempenho profissional. A grande dificuldade, de acordo com a publicação, é encontrar um meio termo entre a competência profissional e a credibilidade necessária para o posto.

A pesquisa incluiu uma entrevista com 64 mulheres na liderança de 51 países diferentes, a fim de descobrir quais são e como elas lidam com os principais desafios desta posição. Confira alguns pontos discutidos:

Demandar e se importar ao mesmo tempo


As executivas entrevistadas relataram que, ao mesmo tempo em que precisam demandar comportamentos de alta performance da equipe, precisam demonstrar que se importam com os colaboradores. Em alguns casos, líderes que se mostraram mais objetivas e incisivas com a equipe receberam feedbacks negativos. Uma das entrevistadas conta que, ao comandar um projeto muito importante que necessitava de grandes resultados, foi considerada “intimidadora”.


Credibilidade e arrogância


As entrevistas mostram que a linha entre credibilidade e arrogância é extremamente tênue nos casos de líderes mulheres. Para liderar e ganhar credibilidade da equipe, elas tendem a incorporar alguns comportamentos tidos como tipicamente masculinos: falar mais alto, mais objetivamente e de forma mais incisiva. Por outro lado, ao tentar mostrar autoridade, podem ser vistas como arrogantes.


Lidar com o objetivo dos outros


Ao comandar e ser responsável por uma equipe, as mulheres, segundo o estudo, acabam sendo vistas como muito “agressivas” ou “fáceis de manipular”, dependendo do jeito que lidam com a situação. Ao se mostrarem mais objetivas e incisivas, podem passar a impressão de que não se importam com os outros. Porém, caso se importem demais, são vistas como manipuláveis e fáceis de tirar vantagem.
O estudo da Universidade de Harvard sugere alguns meios de contornar as situações, como construir relações de confiança com a equipe e saber separar o profissional do pessoal, exigindo excelência e qualidade no trabalho, e não do colaborador em si. Entretanto, defende que mudanças mais significativas só podem surgir com o tempo e conforme outras gerações integrem o mercado de trabalho. Enquanto isso, líderes e colaboradoras precisam aprender a lidar com a pressão não somente profissional, mas também das expectativas comportamentais dentro do ambiente de trabalho.

Mulheres na liderança

A Caliper tem o orgulho de ser formada, em sua maioria, por mulheres competentes e talentosas. Uma pesquisa realizada pela sede da empresa em Princeton, nos Estados Unidos, mostrou que as mulheres líderes são mais assertivas e persuasivas, tendo uma necessidade mais forte de executar ações, além de estarem mais dispostas a assumir riscos do que os líderes masculinos. Também foram consideradas mais empáticas e flexíveis, bem como mais habilidosas na comunicação interpessoal. O estudo foi realizado com 59 mulheres de grandes empresas nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Apesar das características apresentadas no estudo, as mulheres ainda enfrentam dificuldades para atingir cargos de liderança, principalmente quando estão concorrendo com homens. Alessandra dos Santos Moura, diretora de desenvolvimento organizacional da Caliper Brasil, afirma que a preferência por líderes masculinos ainda é uma realidade no mercado.

“Para chegar em uma posição em que possam concorrer com os homens, as mulheres precisam estar bem melhor qualificadas. Infelizmente, vemos isso no mercado, em processos de seleção e nas consultorias que realizamos, ainda existe muito a preferência pelo homem no mercado. E quando vemos mulheres que se destacam, o que observamos em seus currículos é que elas têm muito mais tempo de sala de aula, de estudo e qualificação para conseguirem se destacar no mercado e serem selecionadas para ocupar uma posição que também está sendo disputada por um homem”, afirma a diretora.

Quer saber como otimizar sua equipe de líderes? Entre em contato conosco: caliper@caliper.com.br | (41) 3075-3400.

Está na hora de escolher uma profissão? Saiba quais estarão em alta em 2019

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo, e as empresas procuram por profissionais qualificados que possam se desenvolver dentro de suas áreas, tornando-se não mais apenas chefes, mas sim, futuros líderes. Para este ano, algumas profissões devem ser mais requisitadas que outras: isso não somente pelo contexto político e econômico do país, mas também por demandas geracionais específicas. Confira quais são:

Profissional de Recursos Humanos

Com o aquecimento previsto para a economia em 2019, as empresas tendem a contratar mais funcionários, inclusive aqueles especializados em contratação. O profissional de RH será requisitado pela habilidade comunicativa e social que estabelece com as pessoas. Nos próximos anos, o foco será na procura, formação e treinamento de novos líderes.

Engenheiro ambiental

O crescimento e a difusão do conceito de sustentabilidade no mundo fazem com que os engenheiros ambientais sejam rapidamente absorvidos pelo mercado. No Brasil, o segmento de energias sustentáveis cresce cada vez mais e promete ganhar ainda mais espaço nos próximos anos, abrindo vagas para os profissionais do ramo. No fim de 2017, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a captação de US$ 141,7 milhões junto ao banco alemão Krefitanstalt für Wiederaufbau (KfW). O montante será destinado a investimentos que envolvem eficiência energética e energias renováveis.

Engenheiro de vendas técnicas

Vender e formar novas parcerias é a tendência para empresas e indústrias em 2019. Com a recuperação da crise que tomou conta do país nos últimos anos, o profissional engenheiro especializado em vendas é fundamental para o reaquecimento dos negócios. Buscando atrair novos consumidores e fidelizar antigos, as empresas estão reinventando a função do engenheiro dentro da área de vendas. Esse profissional acaba sendo procurado pela boa relação com números e prazos.

Especialista em SEO

Dentro do ramo do marketing e publicidade, o SEO é uma das ferramentas mais importantes quando se trata do mundo digital. Trata-se de um conjunto de técnicas que favorece um conteúdo específico postado na internet, fazendo com que ele tenha vantagem sobre os concorrentes, principalmente em sites de busca, de maneira orgânica, ou seja, gratuita. Para os próximos anos, o especialista em SEO ganha espaço dentro de agências de marketing e publicidade digital pela habilidade em produzir conteúdo de maior alcance e, assim, conquistar mais clientes para uma marca.

Especialista em Business Intelligence (BI)

Focado em métricas e análise de dados, o profissional especializado em BI é responsável por metrificar dados e extrair diversos tipos de informação relevantes para o cliente. Na publicidade, por exemplo, esse especialista decodifica características de comportamento por meio de dados oferecidos pelas redes sociais. Em 2019, o Business Intelligence ganha espaço em empresas que necessitam de colaboradores especializados em interpretação de dados e números.

Designer de games

A crise pareceu não afetar o mercado de games no Brasil. Os negócios nessa área movimentaram em torno de US$ 1,3 bilhão em 2017, colocando o país em 13º no ranking global e em primeiro entre os países latino-americanos no setor de jogos digitais. Com o constante crescimento desse mercado, os designers de games têm espaço garantido nos próximos anos.


Se você quer desenvolver sua carreira em 2019, conte o serviço de coaching da Caliper e esteja preparado para o mercado. Para saber mais, envie um e-mail para caliper@caliper.com.br