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Equipes eficazes: Como construir e gerenciar

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Brunna de Campos Veiga

Atualmente, as organizações têm se confrontado com inúmeros desafios quando falamos em gestão de equipes, afinal, já é sabido que o resultado e a realização bem-sucedida das estratégias corporativas só acontecem quando a empresa dispõe de equipes eficazes.

Por isso, frequentemente os gestores se questionam:

  • Tenho na minha equipe os talentos necessários para atender a estratégia da empresa e da nossa área ou departamento?
  • Tenho um time engajado e comprometido?
  •  Como essa equipe pode atingir resultados ainda melhores?
  • Essa equipe é, de fato, “maior” do que a soma dos talentos individuais?

Como líderes, é nossa responsabilidade construir times de sucesso, atrair talentos e identificar estratégias para que eles possam brilhar, mas, acima de tudo, fazer com que a equipe seja “maior” do que a soma dos talentos individuais.

Nada disso é simples ou fácil. Muito menos existe receita pronta.

Segundo os psicólogos, é evidente que empresas que formam equipes olhando apenas critérios como conhecimento técnico e experiência estão fadadas ao insucesso, já que o aspecto psicológico de cada integrante vai determinar a forma como essa pessoa se relaciona para a consecução do objetivo comum.

E então surgem outros trabalhos científicos, como o artigo publicado na Harvard Business Review (HBR) pelo psicólogo Dave Winsborough, que reafirmam que os tipos de pessoas e estilos de personalidade que compõem um time são muito relevantes para o sucesso ou insucesso de uma equipe.

Para Winsborough, a chave para a composição de uma equipe de sucesso está na combinação correta de habilidades, experiências e estilos de personalidade. Uma combinação incorreta desses fatores, ainda que apenas em um indivíduo, pode ser desastroso.

Essa visão de que a personalidade de cada membro é um fator chave na construção de equipes eficazes reflete o que nós, da Caliper, acreditamos e temos feito para ajudar nossos clientes a construir times de sucesso.

Como identificar equipes eficazes?

Uma equipe, por definição, é composta por dois ou mais indivíduos que compartilham um objetivo comum e trabalham para a consecução bem-sucedida da tarefa ou objetivo. Portanto, equipes são altamente interdependentes na forma como planejam, resolvem problemas, tomam decisões e analisam o progresso da atividade ou projeto específico.  

Existe uma diferença crucial entre equipes e grupos de trabalho. Enquanto na primeira há uma alta interdependência, um grupo de trabalho se caracteriza por menor interdependência. Grupos de trabalho normalmente são baseados em hierarquia organizacional ou gerencial, podem ter objetivos ou metas em comum e se reúnem periodicamente para compartilhar informações.

 Assim, podemos definir uma equipe de sucesso como uma equipe eficaz, que atende e supera seus objetivos e cria novas oportunidades de negócio, mantendo o engajamento de seus membros e aproveitando talentos individuais para o bem maior comum.

Como avaliar equipes

Ao falar de equipes de sucesso, pressupõem-se dois aspectos: resultados e pessoas. William Edwards Deming afirmava: “Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende e não há sucesso no que não se gerencia”.

Por isso, para de fato saber se um time é eficaz e tem alta performance, é importante que a organização desenvolva formas quantitativas e qualitativas de avaliar, por exemplo:

Métricas Quantitativas: indicadores de performance, KPIs (Key Performance Indicators), metas da área ou departamento, metas do projeto da equipe, desempenho de vendas etc.

Métricas Qualitativas: visão dos membros da equipe com relaçãoao desempenho.Aqui, a empresa pode construir questionários sobre a eficácia dessa equipe direcionando a três focos distintos: o executivo, o líder da equipe e os membros da equipe.

Assim, enquanto nas métricas quantitativas se observam dados numéricos de desempenho da equipe, nas métricas qualitativas é possível capturar aspectos da cultura.

O segredo é a junção das duas métricas, o que pode dar uma visão bastante completa do quão eficiente essa equipe é, tanto na consecução dos resultados (quantitativo), como na forma na qual a equipe chega nesses resultados (qualitativo).

A partir de uma avaliação consistente e honesta, o líder pode lançar mão de algumas premissas na gestão para desenvolver esse time.

Abaixo, elenco cinco premissas que podem fazer grande diferença na gestão de equipes eficazes.

Definição de missão e propósito

A equipe deve ter clareza de seus objetivos e a visão do quanto eles contribuem não apenas para a estratégia da empresa, mas para o significado do seu trabalho.

  • Toda a equipe deve ter uma missão clara e expressa;
  • Toda a equipe deve ter indicadores de desempenho claros e mensuráveis;
  • O propósito de cada membro deve estar alinhado à missão da equipe.

Competências essenciais da equipe

Existem competências relevantes para o desempenho de um determinado cargo, e isso, a maioria das empresas mapeia. Então, com base na definição de competências, analisa-se o grau de adequação de um profissional aos requisitos da posição. Podemos chamar esse processo de Job-Matching.

Contudo, as competências essenciais de um time vão muito além disso. Elas refletem um rol de competências-chave que todos os membros devem exibir (independente de seu cargo) e que serão essenciais para se realizar a missão do time.

Por exemplo, na sua organização, você pode ter uma equipe de projeto com a missão de desenvolver novas tecnologias. Nessa equipe, estarão profissionais de diferentes cargos e com diferentes competências. Contudo, é importante definir competências essenciais da equipe de projeto, como:

  • Criatividade e inovação;
  • Raciocínio analítico;
  • Colaboração e trabalho em equipe;
  • Comunicação;
  • Gestão de processos.

O ideal é que se busque compor a equipe com pessoas que tenham essas competências em destaque.

Vale ressaltar que o que se propõe aqui não é homogeneizar um time. As pessoas que compõem uma equipe são diferentes, têm talentos e competências diferentes e tal diversidade é uma das maiores riquezas que uma equipe deve ter. A proposta é conseguir perfis distintos, mas com aderência às competências exigidas para o time em particular.

O potencial de cada membro da equipe

Uma equipe de sucesso é composta por pessoas com experiências, visões de mundo e personalidades diferentes, e é essencial que o líder conheça cada membro. Para isso, é fundamental ter um mapa completo de cada um com os seguintes pontos:

  • Características de personalidade: a personalidade é formada por um conjunto de características que determina as preferências naturais de um indivíduo.

O que pode ajudar muito nessa análise é trabalhar com uma metodologia robusta de assessment, como o Perfil Caliper, que permite avaliar características de personalidade e, assim, ter o máximo de informações sobre aquelas pessoas.

Ao conhecer o estilo de personalidade, é possível identificar melhores maneiras de liderar essa pessoa, quais estratégias de gestão funcionam melhor e como criar maior engajamento de acordo com o perfil específico.

  • Motivadores individuais: o que traz maior satisfação a esse colaborador, quais seus motivadores.
  • Pontos fortes: tendências comportamentais e que são pontos fortes para a equipe.
  • Gaps: pontos de desenvolvimento e comportamento que devem ser aprimorados ou aperfeiçoados para buscar a excelência desse profissional.

Os pontos fortes e gaps devem ser identificados com base nas competências-chave do time.

Ao conhecer o perfil de cada membro, o líder deve apoiar o profissional na construção de seu plano de desenvolvimento individual, atrelado às melhorias que devem ser feitas para atender a missão da equipe.

A pergunta-chave que o líder deve fazer de forma individual a cada membro é: “Com base no seu potencial, como você pode ser um melhor membro para esse time?”.

O perfil da equipe como um todo

Após ter um mapa completo do perfil de cada membro da equipe, o líder deve entender qual o perfil do time como uma unidade. O perfil da equipe é o resultado da soma de diferentes talentos e habilidades.

Ao mapear um perfil de equipe, deve-se identificar:

  • Quais tendências naturais do time como um todo?
  • Quais as características mais destacadas e onde o time tende a ser mais parecido entre os membros?
  • Quais são os pontos de melhoria?

Aqui se constrói o plano de desenvolvimento da equipe, ou seja, um conjunto de estratégias para o desenvolvimento do time como um todo. As ações devem ser definidas com base no diagnóstico do perfil da equipe e podem incluir: reuniões dirigidas para alinhamento de conceitos, exercícios vivenciais, treinamentos comportamentais, coaching de equipe etc.

Crie ações de engajamento

Pesquisas mostram que o líder tem papel essencial no nível de engajamento das pessoas com o trabalho. Pessoas se mantém mais engajadas quando o trabalho está alinhado a seus motivadores pessoais, mas também, quando o ambiente as estimula.

Um dos precursores do conceito de psicologia positiva, campo da ciência que estuda a felicidade, Prof. Mihaly Csikszentmihalyi, afirma que obtemos engajamento quando nos sentimos felizes e realizados. A chave para a felicidade, segundo ele, é quando as pessoas atingem um estado mental chamado de “flow”, que é atingido quando atuamos em tarefas desafiadoras e para as quais dispomos de habilidades elevadas.

Por isso, o líder deve estar atento aos desafios lançados e ao nível de habilidade de cada membro.

Além disso, existem outras ações essenciais da liderança para estimular engajamento na equipe:

  • Gerar confiança por meio da comunicação aberta e gestão de conflitos de forma transparente;
  • Facilitar discussões produtivas para fomentar a criatividade;
  • Estimular a diversidade e a variedade de pensamento;
  • Promover ações de team building que permitam à equipe conhecer suas singularidades, como trabalhar com cada membro e gerar confiança;
  • Reforçar que o time é muito mais valioso do que a soma de seus talentos individuais;
  • Dar feedbacks;
  • Estimular colaboração, e não competição.

Ao colocar em prática essas premissas, o líder conseguirá realizar uma gestão de talentos de forma individualizada e alinhada aos motivadores de cada um e, ao mesmo tempo, a gestão do time como um todo.

Conclusão

Quando falamos em gestão de pessoas e de equipes, não há, de fato, uma fórmula pronta, mas a ciência nos mostra que a personalidade dos componentes da equipe ainda é a chave para o sucesso. O líder que conhece seu time e usa esse conhecimento para extrair o melhor de cada membro, criando complementariedades, sinergia e engajamento, com certeza construirá resultados mais duradouros por meio de equipes eficazes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CSIRSZENTMIHALYI, Mihaly. Flow: The Psicology of Optimal Experience. New York. Harper & Row, 1990.

MOSCOVICI, Fela. Equipes dão certo – A Multiplicação do Talento. Col Administração e Negócios – 9 edição, 2004.

LENCIONI, Patrick. Os 5 Desafios da Equipe: Uma história sobre Liderança. Ed. Sextante, 2015.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NA WEB

https://www.weforum.org/agenda/2019/04/google-says-these-5-things-make-teams-effective-but-not-everyone-agrees/

https://hbr.org/2017/01/great-teams-are-about-personalities-not-just-skills

https://www.weforum.org/agenda/2019/01/how-great-leaders-build-courageous-passionate-teams/

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Sobre a Caliper

A Caliper Estratégias Humanas é uma empresa americana com sede em Princeton, New Jersey, que há mais de 55 anos avalia o potencial de colaboradores e orienta quanto à contratação, gestão e desenvolvimento de equipes das mais diversas empresas em todo o mundo.

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