O que é Sucesso? - Segunda Parte

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Publicado em: 06/09/2013 10:14:00

Paul Schulte, o mais jovem jogador americano de basquete em cadeira de rodas nas Paraolimpíadas de Sydney, em 2000, refletiu sobre o sucesso no nível Olímpico. “Estávamos em frente de 18.000 pessoas, jogando contra os Australianos em sua casa. O som era ensurdecedor. Foi o único momento em minha vida que estive tão perto de alguém, como estamos agora, e eu estava gritando com o cara ao meu lado o mais alto que podia, e ele nem virou o rosto. A energia era incrível. O chão tremia. Eu nunca havia sentido o chão tremer com a empolgação de uma multidão. Eu nunca havia experimentado nada assim. Todo mundo estava além dos limites. Nosso time tinha que recorrer a sinais de mão porque não conseguíamos nos ouvir. Logo antes do apito inicial eu congelei o momento em minha mente. Eu também disse pra mim mesmo, ‘Isso é sucesso’”.

O time de Paul continuou e venceu. “Mas a experiência em si”, disse ele, “isso foi o sucesso real. No início do jogo queríamos ganhar mais que qualquer outra coisa. Mas só de estarmos ali já sabíamos que tínhamos sucedido”.

Paul disse: “Sucesso é focar no que você tem ao invés do que você não tem. Na minha vida, tinham 10.000 coisas que eu poderia ter feito antes da minha deficiência. Agora talvez existam apenas 9.000. Você precisa focar nas suas oportunidades presentes e abrir mão do resto”.

Paul muitas vezes conhece pessoas que recentemente sofreram um acidente e perderam o uso de um ou mais de seus membros. É um tempo frágil. Suas vidas foram reviradas de dentro para fora e de cima para baixo. “Eu tento mostrar a eles que ainda são a mesma pessoa que eram antes. Seu corpo pode ter mudado, mas são a mesma pessoa – talvez ainda melhor. Eles apenas precisam aceitar o que aconteceu e descobrir o que é incrível neles”.

Ele relembrou um dia em que estava conversando com uma jovem mulher que por pouco sobreviveu a um acidente e conseqüentemente ficou paraplégica. Ele a ouvia e sabia exatamente de onde ela vinha: a descrença, a raiva, tudo. Paul então a disse que se sentia muito sortudo, e ela pensou que ele tinha perdido a cabeça. Ele explicou: “Deixe eu te dizer como você tem uma vantagem sobre a maioria das pessoas andando por este planeta. Primeiramente, e acima de tudo, você não terá mais medo de morrer. Quando você chega muito perto da morte, você perde o medo dela. Você sabe como é estar perto assim. Isto te ajuda a viver a sua vida um pouco diferente, de forma um pouco mais completa. Não que todos tenham que ter uma experiência trágica, eu não desejaria isso para ninguém, mas para nós que passamos por isso, temos muito a ganhar. Você poderia olhar para o que aconteceu e dizer, ‘Eu sou uma vítima. Isto aconteceu comigo e todos devem ter pena de mim.’ Ou você pode dizer, ‘Esta é uma oportunidade.’ Se você consegue ver a adversidade como uma oportunidade, as coisas serão completamente diferentes. É aí que você está pronto para ter sucesso”.

Ele pausou, e disse: “Sucesso não diz respeito apenas aos resultados que você produz, é sobre o que você está realmente fazendo. É sobre se focar em um sonho. Você está focando, e isso é animador. Você não preocupa em falhar ou suceder. Você está nele. É isso que importa. Sucesso é um produto secundário”.

Para esse jovem que liderou seu time à medalha de ouro por fazer uma média de 17 pontos por jogo na Copa de Ouro de 2002, é interessante que ele veja uma distinção tão clara entre vencer e ter sucesso.

Paul conclui dizendo que “Se você perde, não significa que não teve sucesso. É uma perda apenas se você não aprende nada com isso”.

Por Patrick Sweeney e Herb Greenberg, CEO e Fundador da Caliper

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