Qual a melhor forma de lidar com os prima-donas

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Publicado em: 26/11/2013 08:55:00

Se você está decidido a lidar com seus "prima-donas", saiba que podem ocorrer algumas perturbações. Os "prima-donas", para quem foi tacitamente consentido que fizessem tudo ao seu "bel prazer", podem sentir-se ameaçados quando repentinamente é retirado o seu status ou atenção. Seguindo essas dicas simples, você pode conseguir deter o "avanço da maré", antes que as coisas fiquem fora de controle:

Reforce as regras. Relembre a todos os funcionários, em intervalos regulares, que são considerados responsáveis por suas ações. Seja firme ao definir limites de comportamento e seja consistente. Dessa forma, você envia uma mensagem aos "prima-donas" de que todos têm que seguir as regras do jogo ou estarão fora.

Recompense o bom comportamento. Encontre maneiras de reconhecer publicamente aqueles funcionários cujas ações reforçam a cultura da companhia. Os seus "prima-donas" vão perceber quem está ganhando atenção e por quê.

Planeje o sucesso. Se, como resultado de suas ações, os "prima-donas" saírem, esteja preparado. Identifique outras pessoas que tenham o potencial para duplicar ou exceder o sucesso dos "prima-donas" em suas funções específicas. Encoraje e desenvolva ativamente essas pessoas para aproveitarem todo seu potencial. Isso não só vai garantir uma afluência constante de profissionais bem-sucedidos, mas você também estará desfazendo o mito de que o "prima-dona" é a única pessoa que pode apresentar um desempenho excepcional.

Deixe-me compartilhar com você uma experiência recente que pode servir como exemplo de como isso funciona. Uma empresa encontrou-se numa situação de "refém" de seu departamento de vendas e nos consultou sobre o problema. Seus quatro vendedores "prima-donas" constantemente agiam como se fossem parte de um clube exclusivo, muito superior aos outros funcionários e colegas. Seus gastos não eram verificados e eles consideravam-se intocáveis porque regularmente traziam um grande volume de negócios.

Essa situação ficou fora de controle porque a gerência não interferia, enviando a todos da empresa a mensagem de que esse comportamento não só era aceitável, mas recompensado. Diariamente, esses "prima-donas" esperavam que os profissionais de atendimento ao cliente operassem milagres, normalmente na última hora. Nesse processo eram extremamente exigentes, não realistas, secos e raramente valorizavam o extraordinário esforço que a equipe administrativa fazia.

Não demorou muito para que isso criasse um desgaste. Primeiro, a tensão foi sentida dentro da companhia e depois inevitavelmente passou aos clientes, que foram negociar com outras empresas. Uma vez que um fluxo contínuo, tanto de clientes como de funcionários, começou a deixar a empresa, os executivos foram obrigados a confrontarem o problema.

O primeiro passo que recomendamos foi fazer uma pesquisa de atitude com os funcionários, que ofereceu a empresa uma percepção nova desse problema. Virtualmente todos dentro da companhia sentiam que o departamento de vendas tinha o controle das situações e continuaria a não ser questionado. Depois, foram avaliadas as personalidades de cada vendedor para compreender melhor suas motivações individuais, bem como a dinâmica do grupo.

Identificaram então que esses "prima-donas" eram perspicazes, extremamente agressivos, independentes e a quem faltava empatia. Estava claro que essas pessoas queriam ter aquilo que desejavam, sem preocupar-se com os outros a sua volta.

De maneira a recuperar o controle da situação, a companhia precisava definir um novo tom baseado firmemente na responsabilidade individual. O departamento de vendas foi informado que aqueles comportamentos não seriam mais aceitos sob a luz das novas perspectivas da companhia e aqueles que não concordassem estavam livres para sair.

Pela primeira vez, esses "prima-donas" teriam que mudar seu foco e comportamento, de maneira a continuarem bem-sucedidos dentro da nova estrutura da companhia. Como resultado, um desses indivíduos, responsável pela geração de conflitos, decidiu sair, enquanto que os outros que ficaram, adaptaram-se de acordo. Os negócios melhoraram significativamente, bem como a retenção de clientes, e o ambiente de trabalho ficou menos estressante.

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